‘Me considero um monstro’, afirma vizinho da menina Jhuliany ao confessar crime

A polícia aguarda o laudo do IML para descobrir se o ajudante de pedreiro praticou estupro ou abusou da menina quando ela já estava morta

Manaus – “Desde que tudo isso aconteceu, eu não consigo dormir. Estava drogado há três dias quando a matei e toquei nela. Me considero um monstro”, confessou o ajudante de pedreiro Francinaldo Marialva Pereira, 26, na manhã desta terça-feira (14), na sede da Delegacia Geral da Polícia Civil. Ele é suspeito de matar, tocar nas partes íntimas e enterrar no quintal da casa dele, a menina Jhuliany Souza da Silva, de 7 anos.

Segundo o delegado Ivo Martins, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Francinaldo foi preso na tarde da última segunda-feira (13), na casa de conhecidos deles, na Rua Barbosa Filho, comunidade Riacho Doce, bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.

“No primeiro depoimento, Francinaldo falou que apenas enterrou a criança, tentou colocar uma terceira pessoa como responsável por atrair a vítima para a casa dele, e alegou que essa outra pessoa teria a violentado. Em um novo interrogatório, ele (Francinaldo) confessou ter chamado a Jhuliany para dentro da casa, em seguida a esganou, e quando ela desfaleceu, chegou a tocar nas partes íntimas. Depois ele resolveu enterrá-la”, disse o delegado Ivo Martins.

O delegado Luiz Rocha, adjunto da DEHS, a polícia ainda aguarda o laudo da perícia do Instituto Médico Legal (IML) para descobrir se o ajudante de pedreiro praticou um estupro ou abusou da menina quando ela já estava morta.

“O laudo ficará pronto nos próximos 30 dias. Já temos os elementos concretos e sabemos que ele a matou por um motivo fútil e ocultou o cadáver”, explicou Rocha.

À reportagem, Francinaldo disse que estava sob efeito de entorpecentes no momento em que matou a criança. Segundo ele, durante três dias estava usando loló. “Eu fiquei nervoso quando estava no culto. Senti remorsos, principalmente quando uma mulher que estava orando falou que era para quem tivesse feito aquilo, entregar a menina. Eu enterrei ela errado, minha mãe viu e me entregou”, contou o suspeito.

Francinaldo foi preso através de um mandado de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ele será encaminhado a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.