Moradores reclamam de furtos durante incêndio na Matinha, em Manaus

Segundo moradores próximos ao local do incêndio, o fogo começou por volta das 8h30. O fogo aconteceu no Bairro Presidente Vargas, mais conhecido como Matinha.

Manaus – Um incêndio atingiu 70 barracos no bairro Presidente Vargas, mais conhecido como Matinha, na zona central de Manaus. O fogo aconteceu na Rua Boa Sorte, no Beco Bragança, segundo informações da Defesa Civil do Município que se deslocou juntamente com equipes do Corpo de Bombeiros de Manaus.

O trânsito na Avenida Constantino Nery ficou prejudicado próximo ao local. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) estiveram na área para conter os motoristas curiosos e organizar o trânsito. A fumaça negra era vista a quilômetros do incidente.

Ainda no início do incêndio surgiram várias especulações por parte dos moradores sobre o real motivo que causou o fogo. A primeira versão dada pelos vizinhos é que o incêndio originou-se com a explosão de uma botija de gás. Logo depois, outros levantaram a hipótese de que um curto-circuito na parte elétrica de uma casa teria iniciado o fogo.

Proprietária acusa inquilinas

A proprietária da casa onde começou o incêndio, a cozinheira Helena Almeida, 52, suspeita de que duas inquilinas sejam as culpadas pelo incidente. O local tem três andares e o primeiro deles havia sido alugado ontem (terça-feira, 17). Helena identificou as inquilinas como Priscila e Maria Ednéia. Ela prometeu fazer um Boletim de Ocorrência ainda na tarde desta quarta, no 5º Distrito Integrado de Polícia (5º DIP), no bairro Santo Antônio, zona centro-oeste de Manaus.

Segundo Helena, o problema com as inquilinas começou logo depois que elas chegaram com o marido da cozinheira, durante a madrugada. Helena admitiu ter agredido as duas. De acordo com o decorador Elias da Silva, sobrinho da proprietária da casa, elas ameaçaram se vingar pelos tapas no rosto.

“Eu vinha saindo para o trabalho por volta de 6h30 quando elas que estavam na porta da casa apontaram o dedo para mim e disseram que iam incendiar a casa”, afirmou.

A assessoria da Delegacia Geral da Polícia Civil ressaltou que equipes da perícia farão o procedimento de investigação para verificar a verdadeira causa do incêndio. A previsão de liberação do laudo é de 10 dias e que poderá ser prorrogado se for necessário.

O incêndio foi controlado por volta de 10h10, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. Em seguida moradores começaram a comentar que três pessoas, sendo uma criança e dois adultos, estavam desaparecidos. A informação, porém, não foi confirmada pela Polícia e Corpo de Bombeiros.

Prefeitura aponta panela de pressão como causa

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), o incêndio foi provocado por um morador, que esqueceu uma panela de pressão no fogo.

Roubos durante o incêndio

Dezenas de moradores acionaram a polícia com a reclamação de que móveis colocados na rua para não serem atingidos pelo fogo estavam sendo roubados. As queixas dão conta de furtos de aparelhos de DVD e TV e botijas de gás. Policiais estiveram no local e investigam os supostos furtos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP), coronel Paulo Roberto Vital, que estava no local para acompanhar os trabalhos das equipes de apoio, o numero de policiais foi reforçado na área após as queixas de furtos.

“Estamos recebendo muitas ocorrências sobre saques por partes de vândalos que estão aproveitando a situação triste e desesperadora dos moradores para roubar e isso não será permitido, reforçamos a guarnição no local”, destacou.

Demora no atendimento aos desabrigados

Uma das reclamações dos moradores da área atingida foi uma suposta demora de uma hora na chegada do Corpo de Bombeiros ao local. Segundo informações de membros do Corpo de Bombeiros, as ruas de difícil acesso prejudicaram o trabalho.

Agentes da Defesa Civil e da Secretaria Municipal Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) organizam na Escola Municipal Doutor Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo uma triagem das famílias. As aulas foram suspensas por causa do incêndio.

A diretora do departamento de proteção especial da Semasdh, Jocilda Albano, informou que a expectativa é que cerca de 100 famílias desabrigadas possam comparecer ao local para fazer o cadastramento. “Iremos atender a todos e ver juntamente com a secretária da Semasdh a melhor forma para atender as famílias com possíveis alugueis sociais”, afirmou.