Movimento de turistas no Largo São Sebastião impulsiona o comércio na área

Segundo comerciantes do entorno do Teatro Amazonas, as vendas de produtos aumentaram em 80% desde o dia 1º de junho

Manaus – Há duas semanas, o Largo São Sebastião, no Centro, se tornou o ponto de encontro de turistas, com movimento intenso que começa às 11h e segue até de madrugada. No local, o público acompanha a exibição dos jogos da Copa do Mundo e apresentação de artistas de locais, o que é comemorado pelos comerciantes no entorno do Teatro Amazonas.

“O movimento aumentou cinco vezes mais do que nos dias normais. Para atender a demanda, aumentamos o número de funcionários, que, antes, eram cinco e, agora, são dez”, afirmou Joaquim Melo, administrador do Tacacá da Gisela. “Vendemos uma média de 400 tacacás por dia, além de cerveja, refrigerante e água”.

Melo disse ainda que o quiosque oferece opções de cardápios em inglês, espanhol, italiano e francês, o que facilita a comunicação entre turistas estrangeiros e  funcionários.

“Também mudamos nosso horário de funcionamento durante o Mundial, abrimos todos os dias, de 12h às 23h”, comentou.

Quem também mudou o horário de atendimento por conta do movimento de turistas na área foi a Cafeteria do Largo. Segundo a gerente Francis Mendonça, o estabelecimento passou a funcionar a partir de 15h e fica aberto até o último cliente.

Ela informou que a venda de salgados e bebidas aumentou em 80%. “Tivemos que contratar quatro pessoas para o atendimento”, disse.

No Bar do Armando, conforme o administrador Roberto Carvalho, foi necessário contratar também uma segurança especializada para atuar dentro do bar, que funciona diariamente de 10h às 1h.

“É o nosso Carnaval fora de época e superou todas as nossas expectativas para a Copa. Tivemos que aumentar em tudo, se antes, tínhamos oito funcionários, neste período, contamos com 17 pessoas, distribuídas em cozinha, balcão e garçons”, comentou. “Desde o dia 1º de junho, quando os ingleses nos elegeram como o bar para concentração, vendemos, em média, 200 copos de caipirinha de 300 ml por dia, além de cerveja, bolinho de bacalhau e sanduíche de pernil”.

Do outro lado da praça, no African House, o proprietário Gerson Lima contabiliza diariamente a venda de 100 copos de caipirinha de 300 ml, que custa R$ 6.

“Com certeza é a maior demanda dos estrangeiros”, disse. Ele destacou que, para manter um atendimento padrão de 7h às 23h, foram contratadas cinco pessoas. “E ainda precisamos de mais”, brincou.

Texto: Manuella Barros e Patrícia Correia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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