‘Pessimistas já entram perdendo’, diz Dilma em fala sobre a Copa na TV

Em sua fala de dez minutos, a presidente prometeu garantir a liberdade de manifestação.

Brasília – A dois dias do início da Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff convocou nesta terça-feira (10) a rede nacional de rádio e televisão para criticar os “pessimistas”, exaltar obras do seu governo na área de infraestrutura e prometer punição em caso de irregularidades constatadas por órgãos de fiscalização. Temendo vaias, a presidente não vai discursar na abertura do torneio, quinta-feira, em São Paulo, limitando-se a declarar a abertura da competição.

“No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo. Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca”, disse a presidente durante o pronunciamento.

Segundo a presidente, os “pessimistas”, que ela não nomeou, previram que estádios e aeroportos não ficariam prontos e que haveria racionamento de energia. “Chegaram também  ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!”, disse.

Ela também ressaltou que o Brasil que recebe esta Copa é muito diferente daquele País que, em 1950, recebeu sua primeira Copa.

Dilma ainda lembrou que hoje somos a sétima economia do planeta e líderes, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.

A presidente lembrou que o País passou há poucas décadas por uma ditadura, mas destacou que hoje tem uma “democracia jovem, dinâmica e pujante”.

“Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas”.

Ao final do pronunciamento, Dilma aproveitou para mandar um recado à seleção brasileira de futebol e à comissão técnica.

“Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro. A Seleção representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo”. Por isso, disse a presidente, é preciso que um dos legados da Copa seja também a modernização da estrutura do futebol no País e das relações que regem o esporte.

“O povo brasileiro ama e confia em sua Seleção. Estamos todos juntos para o que der e vier”, encerrou a presidente.

 

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