Posto da PM funciona como boca de fumo na Cidade Nova, em Manaus

O alerta foi feito nesta quarta-feira pela líder comunitária Joana Pereira, 53, que encaminhou ofício ao comando da PM pedindo a volta dos policiais militares ao local.

Manaus – Um posto da Polícia Militar (PM) na Rua 17, núcleo 3 do bairro Cidade Nova 2, zona norte de Manaus, desativado em abril deste ano, está servindo de  boca de fumo, local para pessoas traficarem e consumirem drogas.

O alerta foi feito nesta quarta-feira pela líder comunitária Joana Pereira, 53, que encaminhou ofício ao comando da PM pedindo a volta dos policiais militares ao local. Segundo ela, além do medo da presença de traficantes na área, as famílias que moram em frente ao posto vêm sendo vítimas de assaltantes.

“Ontem (na última terça-feira), dois bandidos roubaram um Peugeot 206 de placa JXU-9205, que estava estacionado em frente ao posto policial. Os ladrões renderam o morador, levaram o carro dele e as chaves de outro veículo, para impedir que fossem seguidos. As pessoas estão aterrorizadas com esta situação”, lamentou.

De acordo com Joana, o posto da PM foi inaugurado em fevereiro deste ano, para garantir a segurança pública nos núcleos 2, 3, 4, 15 e 16 da Cidade Nova. A comunidade gastou R$ 4 mil na compra de condicionador de ar, geladeira, fogão e utensílios para dar conforto aos 18 policiais destacados para ficar no local. “Tínhamos um carro e três motos. A população se sentia mais segura”, disse.

No entanto, em abril, os PMs não foram mais trabalhar no posto. E, no lugar deles, chegaram traficantes e usuários. As grades de proteção foram quebradas, algumas portas arrombadas e os banheiros estão sendo usados como locais para o consumo de maconha e cocaína. “Estamos numa luta permanente para impedir que o posto policial seja invadido de vez pelos criminosos”, disse a líder comunitária.

O assessor de imprensa da PM, major Hermes Macedo, afirmou que policiais militares continuam atuando na área, porém, sem a obrigação de ficar no posto policial construído pela comunidade. Ele disse que irá se reunir com os moradores para discutir a denúncia de abandono do local.

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