Prefeito confirma que permissionários não voltam à Ponta Negra

A prefeitura promete fazer Parcerias Público-Privadas (PPP) para terceirizar a administração dos restaurantes e quiosques que serão construídos no complexo.

Manaus – Em coletiva na manhã desta terça-feira (17), o prefeito Amazonino Mendes deu início oficial aos trabalhos de construção da ‘Nova Ponta Negra’ e confirmou a retirada definitiva dos permissionários da orla da praia por conta do projeto de revitalização da área. Segundo Amazonino, durante a construção será feito novo processo de licitação para a ocupação dos espaços que serão criados.

A prefeitura vai fazer Parcerias Público-Privadas (PPP) para terceirizar a administração dos restaurantes e quiosques que serão construídos no complexo. O orçamento inicial é de R$ 53 milhões para todo o empreendimento, recursos esses liberados pelo Governo Federal e bancos internacionais, e tem previsão de 20 meses para ser concluída.

“A Ponta Negra é um negócio sério e tão importante para Manaus. É a única área de lazer que existe numa cidade deste tamanho. Infelizmente a Ponta Negra foi abandonada. Ela é bonita, mas degenerou tanto no aspecto físico e aquilo degradou como ponto turístico importante da nossa cidade”, comentou Amazonino.

Sem obrigação, mas humanitário

De acordo com Amazonino, não é trabalho da prefeitura dar novo local de trabalho para os antigos permissionários dos boxes e quiosques. “O que puder ser feito, deve ser feito, por uma questão humanitária, mas não é uma obrigação. Porque se nós passarmos a conceder como obrigação, a cidade para”, disse.

No entanto, a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) está cadastrando os permissionários para mapear os bairros onde vivem e tentar coloca-los para trabalhar nesses pontos. Amazonino chamou esse trabalho de “quebra-galho”, porque segundo ele, o realocamento dessas pessoas em pontos próximos de suas residências não vai solucionar o problema.

“O secretário da Sempab (Rogério Vasconcellos de Araújo) esteve lá conversando com eles, inclusive cadastrando e vendo onde eles moram tentando acomoda-los, via prefeitura, no trabalho deles em pontos na cidade, que à meu ver não é solução, é quebra-galho, mas é uma coisa que se permite e é tolerável”, comentou Amazonino.

Ao final da coletiva, questionado se os permissionários iriam retornar à praia após as obras, Amazonino disse que tudo fará “parte de um novo processo”. “Não, não voltarão. Esse é um novo processo de licitação. É uma outra conversa”, disse.