Somente metade das brasileiras chega ao orgasmo, diz pesquisa

Dia internacional do orgasmo, 31 de julho, surgiu para estimular a discussão sobre o tema.

Manaus – Você já ouviu falar no Dia do Orgasmo? Pois ele existe – 31 de julho, este sábado. A data mundial criada na Inglaterra surgiu com o objetivo de estimular a discussão sobre o assunto. Segundo estudos do Projeto de sexualidade da USP (ProSex), 50% das brasileiras também tem dificuldades para chegar ao orgasmo, que não é apenas o prazer momentâneo. 

Por mais liberal que a sociedade esteja se tornando ainda há dúvidas circundando o tema: sexualidade. Para o psicólogo Alexandre Rodrigues Barbosa, tabus são quase inexistentes e as mulheres, que tinham mais vergonha, têm buscado compreender o assunto com mais naturalidade. Mas a questão é: a quem perguntar, quando se tem uma dúvida sobre sexo?

Além de psicólogos, urologistas e ginecologistas estão os sexólogos. “Como médicos, estes profissionais atuam lidando com as dificuldades no funcionamento sexual. Geralmente, quem procura esse atendimento, no caso dos homens, são pessoas com dificuldades de ereção, ou ejaculação precoce. Entre mulheres, as queixas vão desde a falta de desejo à dificuldade em atingir prazer”, destaca o sexólogo Renato Rodrigues. Mesmo que o assunto esteja na boca do povo, pesquisas revelam que milhares de mulheres ainda não sentem orgasmo durante a relação com seus parceiros. “Existe uma porcentagem de mulheres que nunca tiveram um orgasmo, cerca de 40%. Dessas, 70% sentem o orgasmo através do clitóris, que pode ser pelas mãos, por instrumentos ou mesmo numa relação. E aqui entra a questão que pode complicar. A anatomia da mulher e do homem e a posição na hora da penetração, são detalhes que podem fazer toda a diferença na hora de uma relação”, explica Alexandre.

Renato Rodrigues afirma que atende pessoas que trazem dificuldades conjugais que acaba repercutindo no momento íntimo. Segundo ele, os homens são os que mais procuram ajuda, especialmente dos 30 a 50 anos e jovens em torno dos 20.

A terceira idade não povoa os consultórios tanto quanto se imagina, mas a busca pelos estimulantes é geral. “O grande problema é que, quando estes são usados sem orientação médica, pode ocorrer dependência emocional. Algumas vezes, o problema que era possível ser resolvido facilmente torna-se crônico”, explica. 

O sexólogo alerta que não ter orgasmos ou desejo sexual não são situações normais. Isso acontece por uma questão psicológica, mas o organismo continua produzindo o hormônio que causa a sensação de prazer. “É preciso se abrir para a sexualidade como algo natural. Conversar com o parceiro e dividir o que lhe causa prazer é um bom começo”, recomenda.

O orgasmo traz ganhos para a saúde e a beleza do casal. Melhora o aspecto da pele, proporciona mais qualidade ao sono, diminui o estresse e, para as mulheres, ainda é capaz de aliviar as cólicas da TPM.  

Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade Central de Lancashire e da Universidade de Leeds, revelou que 80% das mulheres inglesas admitem fingir orgasmo, muitas vezes para ‘enlouquecer’ o homem ou até mesmo para encurtar o tempo da relação.

 

 

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