A cara e a voz da Record TV Manaus

O jornalista Clayton Pascarelli é um dos nomes por trás e a frente das câmeras da TV Record Manaus. Ele fala do prazer do ofício para ajudar a construir uma sociedade melhor

Manaus – Um dos mais conhecidos jornalistas de sua geração. Clayton Pascarelli é o nome por trás e pela frente das câmeras da Record TV Manaus. Com mais de 10 anos atuando no mercado jornalístico amazonense, Clayton passou pelas principais bancadas dos telejornais locais. Hoje é o nome e a voz de uma das maiores de redes de comunicação do País, no Norte do Brasil. Em um bate papo com o PLUS, conta sua trajetória, fala de fake news, credibilidade e a luta para fortalecer a Record no Amazonas.

(Foto: Divulgação)

PLUS: Qual sua formação e naturalidade?
Clayton Pascarelli: Fomado em jornalismo, em Manaus, pelo Uninorte e pós-graduado em Jornalismo Investigativo pela faculdade ESPM, no Rio de Janeiro. Sou natural de Manaus. Meus pais também são amazonenses.

P: Quais suas experiências profissionais?
CP: Fui produtor, repórter, cobri Brasília por 2 anos, até virar apresentador. Cobri grandes eventos como Festival de Parintins e o Carnaval de Manaus.

P: Como encara ser âncora do Balanço Geral e como tua experiência em ter sido repórter ajuda?
CP: O programa é feito mais de 50% ao vivo, onde impera o improviso, além, claro, de toda a articulação e interação com os repórteres. É dinâmico. Não diria que é difícil, mas é necessária certa habilidade que aprendi com profissionais que faziam isto, como o Wilson Lima, hoje governador. Mas, muito além de habilidade, precisamos de
conteúdo.

P: Então …
CP: O apresentador precisa conhecer a cidade, entender o que o povo anseia e conduzir o programa com base nisto. Além, claro, de informar, educar e criticar para buscar melhorias. Precisamos entender que o apresentador de um programa jornalístico acaba como representante das pessoas. Não temos como fugir aos fatos e nem inventar nada, mas temos como representar.

P: É mais fácil ir pra rua, apresentar na bancada ou produzir por trás das câmeras?
CP: Acredito que cada um tem sua especificidade. Eu me amarro em fazer de tudo um pouco. Já fui produtor,  repórter, videorrepórter, correspondente, editor, apresentador. Tudo me encanta nessa área.

P: Se tivesse que voltar para a rua, fazer o dia a dia da reportagem, seria difícil?
CP: Nem um pouco. Inclusive vez ou outra estou nas ruas produzindo reportagens. E nem sempre só as especiais. Já fiz ronda nas madrugadas da Record. Um jornalista sempre saberá se encaixar em qualquer função.

P: Como lidar com as fake news?
CP: Em 2018 fui convidado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil para participar de um intercâmbio de conhecimento e visitei escolas, Universidades e ONG´s, que trabalham no combate a fake news. As pessoas precisam ser educadas para analisar a mídia. Os EUA estão com programas nas escolas e as crianças trabalham como multiplicadoras, passam para seus pais e comunidade. Eles abriram os olhos quando o presidente Trump foi eleito. Os robôs que transmitem fake news ampliaram isto e as Universidades começaram a trabalhar em formações de profissionais da educação.

P: Como está isso no Brasil?
CP: O Brasil, hoje, está como os Estados Unidos de uns três anos atrás. Precisamos educar as pessoas para que se preocupem com tudo o que leem nas redes sociais. Começar a perguntar se aquilo procede, procurar saber de sites ou veículos confiáveis, colocar dúvida em tudo antes de compartilhar. O grande problema, no meu ponto de vista, é que as pessoas competem quem noticia primeiro. Fake news é mais perigoso que uma arma. Elas podem matar pessoas.

P: Como você encara ser jornalista e trabalhar a informação num momento histórico para a humanidade?
CP: Nós temos um papel fundamental para tranquilizar as pessoas. A informação é necessária para a vida das pessoas. Mas, infelizmente, pela postura de alguns profissionais e veículos, a ética do trabalho do jornalismo é posta em xeque. Se puder pedir às pessoas que acreditem no trabalho de jornalistas sérios, peço que depositem esta
confiança. Assim como há maus profissionais em todas as carreiras, há jornalista de índole duvidosa, mas garanto que é uma minoria.

blank

(Foto: Divulgação)

P: Como está sendo sua trajetória na Record TV?
CP: Estamos crescendo e já fazemos uma história linda. Temos apenas dez meses e lutamos pela audiência com emissoras que têm 50, 60 anos. Aos poucos, as pessoas vão acordando e percebendo que não precisam ser reféns de uma única emissora. Elas têm o poder do controle remoto e podem escolher em qual canal quer confiar e em quais profissionais quer acreditar. Temos estudo de que começamos em sexto lugar, e alcançamos o terceiro lugar, com momentos de segundo. O povo do Amazonas precisa entender o quanto isto é uma vitória para o Estado. Hoje, a Record TV Manaus envia notícias do Amazonas para todas as emissoras da Record no Brasil e no mundo. O sinal chega a mais de 150 países. A emissora não precisou trazer ninguém de fora. Todos os profissionais contratados são do mercado de Manaus.

P: E o ‘segredo’ da credibilidade?
CP: Sobre segredo, acho que não existe. Precisamos apenas trabalhar direito, afinal, ninguém é besta e sabe avaliar quem fala a verdade e quem leva a notícia na brincadeira.

Anúncio