Adeus a Louro José serve de alerta para AVC

Morte de Tom Veiga, no Rio, que deu vida a Louro José foi causada por AVC decorrente de aneurisma

Manaus – O Acidente Vascular Cerebral (AVC) popularmente conhecido como derrame, é considerado uma das doenças com maior incidência de morte e que deixa sequelas permanentes no País. Segundo a Associação Mundial do AVC, a doença mata aproximadamente 70 mil brasileiros todos os anos, sendo a doença que mais mata no Brasil. No dia 29 de outubro, foi celebrado o dia mundial de prevenção ao AVC.

A morte recente do ator e humorista Tom Veiga, intérprete do personagem Louro José, reascendeu o alerta para a gravidade da doença. O ator foi encontrado morto no dia 1º de novembro, na casa onde morava na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O ator foi vítima de um AVC hemorrágico provocado por um aneurisma, conforme laudo do Intituto Médico Legal (IML).

Existem dois tipos de AVC, o hemorrágico e o isquêmico, segundo a médica neurologista Karoliny Vieira. “No AVC hemorrágico, há uma área de sangramento no cérebro e na área onde houve o sangramento há perda de função. Já no AVC isquêmico, mais comum, há uma interrupção do fluxo sanguíneo, por obstrução de um vaso, para certa região cerebral, fazendo com que aquelas células que ficaram sem suprimento comecem a morrer, causando então os sintomas do AVC”, explicou.

(Foto: Divulgação)

A especialista alerta para os principais fatores de risco para o AVC isquêmico, que é o mais recorrente. Hipertensão arterial sistêmica, arritmias cardíacas, sedentarismo, obesidade, tabagismo, uso excessivo de álcool, diabetes, aumento de colesterol e triglicerídeos, fatores genéticos como histórico de AVC na família e idade, são fatores de risco para a doença.

É possível prevenir o AVC adotando algumas mudanças para manter um estilo de vida mais saudável, como explica a neurologista. “Para a prevenção o ideal é que haja um controle dos fatores de risco modificáveis, como obesidade, sedentarismo, e adotar hábitos de vida saudáveis (como dieta balanceada e atividade física) e controle de comorbidades como hipertensão arterial sistêmica e diabetes”, pontuou a especialista.

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