Amazonas é terra de ótimas animações

Selecionados e premiados em festivais, as animações do Estado conquistam mercados no País e exterior

Manaus – Com o prêmio do Festival de Gramado, no último sábado (26), de melhor série brasileira, a animação ‘Lupita Pelo Mundo’ é um exemplo do potencial da produção amazonense. Entre bebês astronautas, cães falantes, mangas aventureiras, galos de briga e cães fazendeiros, os desenhos animados do Amazonas seguem selecionados e reconhecidos em festivais, diversificam suas plataformas e conquistam destaque e espectadores no País e outros mercados.

Recém premiada com um ‘Kikito’ no Festival de Gramado, ‘Lupita’ Pelo Mundo da produtora Petit Fabrik de Manaus com a Druzina Content do Rio Grande do Sul pode receber outro troféu em breve, já que foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro que anunciará os vencedores no dia 10 de outubro.

A série pode ser vista no canal da personagem no Youtube, na TV Brasil, TV Cultura e nos streamings Youku (China) e Reino Infantil. “Esse prêmio de Gramado de certa forma confirma que o nosso produto está no caminho certo e tem muito potencial”, diz o CEO da Petit Fabrik, Olímpio Neto. Ele adianta que Lupita deve gerar, em breve, um aplicativo infantil com minijogos e outras atividades, além de investir em licenciamento de produtos. “A gente tá muito honrado em representar o Amazonas. O Estado precisa investir em indústria criativa que é uma super matriz econômica e, infelizmente, a gente não vê tantos líderes políticos abordando esse assunto”, defende Neto.

Zelda
Inspirada em sua experiência com fazendas e animais a diretora do Estúdio Fazendinha da Zelda, Andrea Lins, investiu na produção de mesmo nome, que pode ser vista no Youtube. A produção tem pretensões de ampliar a visibilidade nacional e o estúdio também iniciou negociações com plataformas internacionais de streming. “A Fazendinha da Zelda tem um roteiro pronto para longa metragem, escrito pelo meu filho, Nilton Neto”, revela Andrea. A coordenação de arte do projeto é do ilustrador Israel Gusmão.

Independentes
No espírito do ‘meta a cara’, amazonenses também têm chegado a lugares nunca antes acessados pela animação local. O publicitário e realizador de audiovisual Leonardo ‘Mancha’ Mancini foi contemplado, em 2014 com um edital do extinto Ministério da Cultura (Minc – agora convertido em Secretaria de Cultura no governo Bolsonaro) para a produção de ‘A Última Balada de El Manchez’ (disponível no Youtube), curta metragem que conta a história de um homem que ressuscita na forma de um vira-lata. Resultado: ‘A Última Balada’ foi selecionado, em 2017 para o prestigiado festival Animamundi, que como sugere o nome, reúne profissionais de todo o planeta.

No mesmo ano, Mancini ganhou outro edital do Minc, agora para a produção de Briga de Galo, sobre um galo lutador de artes marciais mistas (MMA). E a animação já concorre a um prêmio em novembro, no Festival do Cinema Brasileiro de Penedo (AL). “A história originalmente foi publicada no site do Pulapirata, entre 2010 e 2012, em duas partes que, juntas, compõem a história do curta”, conta.

Uma manga que cai da árvore no asfalto e inicia uma jornada pelas ruas de Manaus é o mote da animação ‘Manguita’ de Lorenna Souza disponibilizada no perfil da artista no Instagram (@lorenna.souza13) e no Youtube. A animação já chegou a 500 visualizações no Instagram, segundo a autora. O resultado estimulou Lorenna a investir na empreitada. “Sempre gostei de animação desde criança. A resposta da Manguita me fez decidir realizar mais projetos nessa área”, afirma. A animação feita no celular pelo aplicativo FlipaClip e é um videoclipe com letra, interpretação e música executada no ukelele pela própria Lorenna.

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