Aparelho respiratório na Pós-Covid requer atenção

As lesões pulmonares causadas pelo coronavírus são diversas, alerta especialista

Manaus – Manaus vive atualmente uma nova onda da pandemia do coronavírus. Hospitais públicos e privados estão lotados de pacientes e já faltam leitos para internações. O vírus continua circulando e nos últimos dias atingiu novamente grande parte da população da capital e o aparelho respiratório é o principal alvo do vírus. “As lesões pulmonares causadas pelo coronavírus são diversas em relação ao tipo de acometimento, extensão e o tempo do aparecimento de lesões, explica”, o médico pneumologista Gilson Martins.

(Foto: Divulgação)

“Estudos observacionais de pessoas com acometimento pulmonar tem demonstrado que grande parte delas ficam sem sequelas pulmonares, porém é necessário uma avaliação pneumológica pós covid, importante para um plano de cuidados quanto ao uso de medicamentos e fisioterapia conforme a necessidade do paciente”, afirma o especialista.

Para o medico pneumologista Gilson Martins, dependendo da gravidade do quadro clínico, se leve, moderado, grave ou critico, a fisioterapia tem um papel muito importante no auxilio da recuperação do individuo, tanto na fase da doença quanto para a reabilitação do paciente que desenvolveu comprometimento pulmonar, auxiliando no processo de recuperação com as técnicas aplicadas de fisioterapia respiratória e motora.

Todos devem se prevenir contra a doença, mas um público especifico deve ter atenção redobrada, alerta o pneumologista. A maior chance de complicações ocorre em pessoas com doenças cardíacas, doenças renais, doença pulmonar obstrutiva crônica, obesidade, pacientes com câncer, doenças cerebrovascular, diabetes, para citar algumas. Idosos também devem ter o cuidado constante. Alguns estudos tentam identificar marcadores bioquímicos que possam impactar no curso evolutivo de gravidade do paciente, com essa análise, tenta-se criar terapias mais efetivas para o tratamento da Covid-19. Por ser uma doença recente, ainda faltam estudos que orientem melhor sobre a duração da imunidade ao vírus. A nova variante, encontrada no Reino Unido e África do Sul, com maior pode de transmissibilidade, preocupa as autoridades de saúde, por não ainda dispormos de informações precisas sobre a gravidade, ou e, trata de uma nova infecção que pode desenvolver uma cepa e ter um curso evolutivo da doença pior. “Atualmente há publicações cientificas com relatos clínicos de reinfecções com outras cepas, por isso devemos manter cautela e continuar seguindo as orientações de distanciamento e uso de mascaras mesmo após a primeira infecção”, alerta o médico.

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O nosso aparelho respiratório sofre influencias de diversos fatores desde o seu desenvolvimento ultrauterino e durante toda a vida adulta, entre os mais comuns são: poluição do ar, tabagismo, sedentarismo, comorbidades, infecções pulmonares e a genética.

Desta forma devemos atuar para melhorar alguns fatores , como evitar o tabagismo, praticar atividades físicas, manter uma alimentação saudável, e manter uma vacinação regular para evitar infecções.

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Gilson Martins – médico pneumologista