Amazonenses dominam o Rio

Pela segunda vez participando do festival carioca, a companhia recebeu seis indicações e ganhou dois prêmios

Manaus – A companhia Trilhares representou — e muito bem — o Amazonas, no 14º Festival Nacional de Teatro de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. O grupo concorreu em seis categorias e levou dois prêmios no evento, que durou 14 dias e contou com a participação de dez companhias teatrais de todo o Brasil.

A adaptação traz traços da missão do grupo (Foto: Divulgação/Festival de Teatro)

O espetáculo ‘Os saltimbancos e a Máquina’ ganhou o prêmio de Melhor Espetáculo Infantil e Melhor Direção. Essa foi a segunda participação dos artistas, que, no ano passado, competiram com a peça ‘Não Acredito, eles falam’, de Giese Santos — que venceu como Melhor Texto Original e 3º Melhor Espetáculo Infantil.

O espetáculo é uma adaptação da Obra de Chico Buarque de Holanda, possui músicas conhecidas pelas crianças e um cenário que ganha vida, através da técnica conhecida como Teatro de Sombras. É uma história da luta de quatro bichos sonhadores contra a chamada ‘Máquina Opressora’.

Desafios

O time da companhia viajou com nove integrantes e contou com a ajuda de parceiros, pais de alunos e amigos para chegar ao festival. Rafaela Margarido, produtora cultural da Trilhares, disse que o apoio foi fundamental. “Éramos nove com despesas, e fomos, vencemos, mas ainda temos compromissos. O evento dá apoio técnico, mas não há premiação nem recursos em dinheiro”, conta ela.

Custeado pela companhia, o esforço é feito para representar o Estado e serve como incentivo para não desistirem e continuarem o trabalho.

Objetivos

Um dos focos da trama é desenvolver, na criança, o interesse em conhecer e trabalhar a criação literária. Sob a direção de Juca di Souza, o espetáculo, apesar de ser uma adaptação, trouxe ideias novas carregando a identidade da companhia.

No festival, após as apresentações, o público — em grande maioria, crianças, professores e jurados — passou horas conversando com os atores, tirando fotos e elogiando a equipe, que tem cenografia de Juca di Souza e Léo Margarido, iluminação de Daniel Braz, sonorização por Thiana colares e produção de Giese Santos e Gabrielle Galvão, além de elenco formado por Ananda Guimarães, Cleciano Cardoso, Davilla Holanda e Juca di Souza.

 Próximos planos

Após esse reconhecimento em nível nacional, a companhia pretende seguir no caminho desse teatro educativo. “A gente se preocupa com a infantilização. Buscando o pensar, a reflexão, o despertar do senso crítico”, finaliza Rafaela, que foi a criadora da companhia, juntamente com Leo Margarido.

Atualmente, a Trilhares prepara seu primeiro espetáculo adulto, intitulado ‘As Marias’, e está sendo produzido o próximo infantil, ainda sem nome, sobre lendas amazônicas.

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