Biomédica desvenda dúvidas sobre a vacina

Biomédica tranquiliza quanto a eficácia das vacinas e derruba mitos sobre a pandemia

Manaus – Em meio à expectativa pela vacinação em massa contra a Covid-19 no Brasil, surgem inúmeras dúvidas sobre a produção em tempo recorde, processos, diferenças entre os tipos, testagem e eficácia. Para compreender essas e outras questões e o papel da ciência para a população mundial, conhecer os profissionais que estão por trás e como eles atuam é um dos caminhos.

Vacinação na aldeia indígena Umariaçu, próximo a Tabatinga, Amazonas.

Uma das figuras centrais da vacina contra o novo coronavírus é a do biomédico. Especializado em Imunologia – área que estuda doenças infecciosas, mecanismos de tratamento e prevenção de patologias –, o especialista pode atuar na pesquisa e na produção de imunossuprimentos.

A coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, Tatiana Cordeiro, lembra que muito se questionou sobre o tempo de desenvolvimento da vacina contra a Covid-19 em escala global e sua eficácia, mas não é a primeira vez que a ciência precisa acelerar um processo para conter um dano tão grave.

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Tatiana Cordeiro explica ainda que as vacinas passam por fases e etapas que asseguram seu êxito. “Na primeira fase, são avaliadas dezenas de possibilidades da composição da vacina. Depois vem a da composição desenvolvida, testes com animais em experimentações in vitro para comprovação da eficácia. Após avaliação dos resultados em animais, os testes passam a ser realizados em humanos, sendo divididos em 3 etapas: plicada em um grupo pequeno de voluntários sadios. Depois testa a eficácia, e desta vez é aplicada em um grupo com centenas de voluntários, incluindo indivíduos do grupo de risco para aquela enfermidade e na última etapa, milhares de pessoas testam a vacina. Ela é aplicada na tentativa de combate à doença para a qual se destina. Aqui ocorre a aprovação do produto, mas ele continua em estudo para avaliar possíveis efeitos adversos e como reage ao sistema imunológico dos pacientes”, detalha a biomédica.

Outra dúvida bastante comum é sobre os tipos de vacinas e Tatiana Cordeiro esclarece que elas são produzidas, em geral, a partir de microrganismos inativados ou atenuados e por substâncias que estimulam as defesas imunológicas ao entrar em contato com um agente infeccioso.

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Biomedicina
Em razão da pandemia, as profissões da área de saúde ficaram em evidência e passaram a ser mais reconhecidas como essenciais para a sociedade. Tatiana Cordeiro reitera que a Biomedicina vive um momento promissor e a graduação é o primeiro passo para quem deseja trabalhar na área.

Na Estácio Amazonas, o curso tem duração de quatro anos, composto de oito períodos, e o aluno adquire conhecimento teórico e instrumentalização técnica, com parte das aulas nos laboratórios de Bioquímica e de Biologia Molecular. Mais informações: 92. 98152-5094.

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