Café: a bebida queridinha dos brasileiros

Cafeterias especializadas trabalham com produtos especiais que reforçam atributos do café

Manaus – Frio ou quente; puro ou com açúcar; com álcool ou chocolate; de manhã ou no fim da tarde; na sobremesa ou depois do almoço, o café, essa paixão nacional, movimenta cafeterias especializadas que buscam trabalhar as potencialidades dessa bebida tão diversa e oferecer ao público as melhores experiências. A bebida, que combina com qualquer horário e refeição, tem seu dia internacional, que será celebrado em 1º de outubro.

Dia internacional do café é comemorado no próximo dia 1º de outubro (Foto: Divulgação)

Uma dessas cafeterias é a ‘Como em Casa’ que também comemora quatro anos de funcionamento em outubro. A frente do estabelecimento está a premiada barista Analice Pereira. Em 2018, a amazonense participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Barismo, na modalidade Brewers Cup, e conquistou o 2º lugar, atrás apenas do agora tetra campeão Leo Moço, do grupo Café do Moço, de Curitiba.

“Existe um movimento nacional de reconhecimento dos brasileiros pelo café de qualidade. E a cafeteria começou com o diferencial de trabalhar somente em métodos de preparo próprios para potencializar o sabor do café. Porque se tenho uma matéria prima de qualidade também tenho que ter métodos de preparo que levem o melhor daquela matéria prima para o consumir final”, explica a barista.

Comemoração

O mote deste ano para o Dia Internacional do Café, segundo Analice, é ‘O futuro do café precisa de você’. “É necessário que todas as pessoas que estão na cadeia do café, até os consumidores, entendam a necessidade de se pagar um preço justo pelo café de qualidade”, comenta.

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Métodos inovadores no preparo agregam sabor e sofisticação a bebida (Foto: Divulgação)

Café especial

O café para se considerado especial tem que ter uma série de atributos na qualidade que são pontuados numa escala internacional. ”Para que chegue a mesa do consumidor, as pessoas não têm ideia da dimensão, do trabalho e do cuidado que é preciso ter com o grão em toda a cadeia produtiva. Desde o plantio, a colheita, o cuidado de não misturar grãos verdes com grãos maduros, a questão do processamento, o despolpamento e a secagem do café. Porque tudo isso vai influenciar na sua bebida final”, destaca Analice.

A barista é a única instrutora do Norte e Nordeste do Brasil autorizada a emitir certificados pela Specialty Coffee Association (SCA), sigla em português Associação Internacional de Cafés Especiais. Para oferecer cafés especiais aos clientes, a Como em Casa, ao longo dos anos, tem investido em métodos de preparo, inovações e qualificações de seus profissionais e clientes.

“Muitas pessoas acham que o café tem que ser preto e amargo, mas na verdade o preto e o amargo é só consequência de um café que foi queimado e torrado ao excesso. O café em si, que foi trabalhado de maneira adequada, consegue te mostrar atributos de acidez, de doçura e de uma finalização extremamente agradável”, ressalta.

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Opções com leite são as mais pedidas em Manaus (Foto: Divulgação)

Conhecer é fundamental

Para Doralice, quanto mais o consumir conhecer sobre cafés e suas qualidades, mais vai valorizar a cadeia produtiva e investir em experiências que vão trazer um novo paladar e ‘ressignificar’ o cafezinho do dia a dia.

“Quando você entende e consegue perceber os atributos do café especial na tua xícara é uma coisa crescente. É um caminho sem volta. Você nunca mais vai querer ou vai conseguir tomar um café extremamente torrado, queimado ou amargo demais a ponto de não ser uma bebida de qualidade. Quando entende e percebe o que aquele café tem de atributos, com certeza é um momento que ai poder curtir sua bebida”, destaca.