Falta de inteligência emocional pode impactar até 58% do desempenho de um líder

Habilidade nos dá a capacidade de entender, reconhecer e gerenciar as emoções

São Paulo – Foi-se o tempo em que a inteligência se referia apenas à parte cognitiva e intelectual do ser humano. Um tema que tem ganhado destaque nos últimos anos é a inteligência emocional, das redes sociais aos descritivos de vagas de emprego.

(Foto: Divulgação)

De acordo com um levantamento feito pela TalentSmartEQ, dificuldades ligadas à inteligência emocional podem afetar em 58% de sua produtividade de um líder. Isso porque essa habilidade nos dá a capacidade de entender, reconhecer e gerenciar as emoções, não apenas as nossas como também as de outras pessoas. É essa a explicação trazida por Daniel Goleman, ninguém o autor do livro “Inteligência Emocional”, publicado em 1995 e que levou o conceito para o mundo.

Embora a pesquisa se refira a líderes que exercem um papel de gestão nas empresas, o seu impacto pode ser sentido em pessoas que ocupam pequenos papéis de gerência, seja vida, família ou até mesmo em grupos sociais.

Logo, saber como lidar com as emoções, sejam elas boas ou ruins, é um benefício para aqueles que estão no mercado de trabalho e para a vida em sociedade como um todo.

Como desenvolver a inteligência emocional?

As seguintes sugestões podem te ajudar a potencializar sua inteligência emocional e, com isso, ter uma vida mais controlada, equilibrada e tranquila. Veja só:

  • Comece entendendo suas emoções. Como quer compreender as emoções dos outros se você não compreende nem as suas próprias? Busque entender o que te deixa ansioso ou nervoso, por exemplo. Uma dica é, ao vivenciar alguma emoção, entenda o que levou a isso e anote o que está sentindo para poder revisitar e reprocessar no futuro.
  • Entenda que o que você precisa dominar são suas emoções. Se a derrota do seu time de coração te deixa triste, não há muito o que fazer – a menos que você seja um dos jogadores. Uma grande questão da inteligência emocional é buscar melhorar a sua reação ao que acontece no mundo, e sobre isso temos controle.
  • Busque manter a positividade. Quando isso é feito, você ajuda outras pessoas que estão ao seu redor a manter a calma e a tranquilidade, o que por sua vez auxilia na solução de problemas e no trabalho em equipe, por exemplo – o que funciona tanto no âmbito familiar quanto em sua vida profissional.
  • Desenvolva a empatia. Ao entender e compartilhar as emoções das outras pessoas, você pode fortalecer seus relacionamentos e, ainda por cima, melhorar a sua inteligência emocional, justamente por lidar com a parte emocional de outros indivíduos.
  • Pratique a escuta ativa. Quando alguém vier falar com você, especialmente se for sobre algo mais crítico ou importante, preste muita atenção ao que está sendo comunicado – note que não é apenas o que se fala, mas também o que se manifesta através das reações corporais e da entonação da voz, por exemplo. Com isso, além de gerar empatia, sua comunicação com o próximo será ainda melhor.

Inteligência emocional: uma habilidade para a vida

A cada dia que passa, torna-se mais importante desenvolver a inteligência emocional para conseguir lidar com as situações do cotidiano da melhor maneira possível, o que certamente pode influenciar sua qualidade de vida de forma positiva.

Quem trabalha com atividades autônomas, como em programas de afiliados, por exemplo, tem muito a ganhar com a inteligência emocional. Além de conseguir se adaptar melhor às demandas e à rotina, nem sempre tão previsíveis quanto o que acontece em posições tradicionais do mercado de trabalho, os benefícios para a vida pessoal são inúmeros.

Caso haja necessidade, é de bom tom que a pessoa procure ler mais sobre o assunto e, de repente, procurar até mesmo a ajuda de um profissional. No entanto, é preciso respeitar o seu momento individual.

Como diz a frase geralmente atribuída a Lao-Tsé, filósofo e autor taoísta da China antiga, toda longa caminhada começa com um primeiro passo.

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