Especialista alerta sobre câncer no intestino

Morte de Chadwick, o Pantera Negra, reascendeu alerta para a prevenção e diagnóstico da doença

Manaus – A morte do ator que deu vida ao personagem da Marvel, Pantera Negra, Chadwick Boseman, aos 43 anos de idade, surpreendeu o mundo há uma semana. Um câncer de cólon foi a causa de sua morte precoce.

O mês de setembro no Brasil inicia a campanha Setembro Verde, para conscientização de combate ao câncer de intestino, cuidados que devem ser levados a sério como o de cólon, e colorretal, alerta o cirurgião coloproctologista Raul Costa, membro titular da Sociedade Brasileira de Proctologia.

No Amazonas não há uma estimativa certa para os casos de câncer de intestino, revela o cirurgião coloproctologista Raul Costa. A falta de um diagnóstico preciso dificulta ter um cenário real sobre a doença no Estado. Entretanto, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão de casos no Amazonas em 2019 foi de 280 registros, sendo 170 em mulheres. No âmbito nacional a estimativa de casos para este ano está em 40.990 casos. No Amazonas, o câncer de intestino é a quinta causa de mortes entre homens e a quarta entre as mulheres, revela o cirurgião.

Nos Estados Unidos, a média da faixa etária para o início dos exames periódicos, passou de 50 anos para 45, explica o especialista. A morte precoce do ator Chadwick Boseman reacendeu o debate sobre o tratamento da doença detectado em seu início.

Fatores como uma alimentação desregrada ou genética estão relacionados à doença. O sedentarismo também contribui para o câncer de intestino, pois está associada ao excesso de peso e, conseqüentemente, à obesidade.

A prevenção do câncer de intestino está relacionada a uma visita ao médico a partir dos 40 anos por, pelo menos, uma vez ao ano. O exame de colonoscopia deve ser realizado para análise da presença ou não das lesões precursoras de câncer do intestino. Quanto antes serem retirados, maior a possibilidade de evitar o câncer, explica o especialista.

Se o câncer atinge mais homens ou mulheres, atualmente, esse número está igualado. Estudos atuais apontam a ocidentalização da doença, relacionada à alimentação não regular e à obesidade, afirma Raul Costa.

O exame de colonoscopia é o mais indicado para a investigação do paciente, pois o médico tem à sua disposição as informações da existência de pólipos, que são essas lesões, ou até mesmo de uma fase inicial do câncer, o que, na maioria das vezes, pode ser  combatido, e a chance de cura aumenta. Por ser um câncer silencioso, é necessário observar eventuais sangramentos durante a ida ao banheiro, para o diagnóstico médico, muitas vezes confundido com hemorróidas, ressalta o coloproctologista.

A colonoscopia é o exame mais eficiente para detectar a doença, porém, poucas pessoas têm acesso ao serviço publico. O SUS, apesar de oferecer o exame, a demanda é sempre maior que a oferta.

Ação

Neste mês, iniciou a campanha Setembro Verde,  uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Coloproctologia para alertar a população para o aumento de incidência do câncer colorretal registrado não só no Brasil mas no mundo todo.

Serviço:

Especialista: Raul Costa – cirurgião coloproctologista, membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia

Contato: (92) 98101.2223 – Torre Medical Millenium 11º andar

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