Famosos que morreram desde que a pandemia começou tomaram Coronavac?

Ilustração em aplicativos de mensagens mostra celebridades que teriam morrido após tomar a vacina do Butantan

São Paulo – Uma montagem com imagens de 10 famosos que morreram desde o começo da pandemia circula em grupos dos aplicativos de mensagem, com a legenda “Obrigado Dória: Nós todos tomamos Coronavac”.


Ilustração em aplicativos de mensagens mostra celebridades que teriam morrido após tomar a vacina do Butantan. (Reprodução/redes Sociais)

Algumas das celebridades, porém, faleceram antes mesmo de alguma vacina ser autorizada pela Anvisa, em janeiro de 2021. São os casos do ator Eduardo Galvão e da atriz Nicette Bruno, que morreram em decorrência da Covid-19, mas em dezembro de 2020.

Mesmo após o início da vacinação no Brasil, como o ritmo foi mais lento, muitas pessoas demoraram a ter acesso ao imunizante. O humorista Paulo Gustavo foi um deles, por conta de seu faixa etária. Sua morte ocorreu após quase dois meses de internação, em maio deste ano, pela Covid-19. O bailarino e coreógrafo Ismael Ivo e o ator João Acaiabe também não conseguiram se vacinar pela idade, ambos faleceram pelo novo coronavírus, no começo de abril de 2021.

Outros artistas na imagem não foram nem mortos por contaminação pelo novo coronavírus, como a atriz Eva Wilma e o escritor Artur Xexeo, ambos vítimas de câncer. Já Paulo José teve sua morte causada por uma pneumonia e Orlando Drummond por uma falência múltipla dos órgãos, aos 101 anos de idade.

O único que foi vitimado pela Covid-19 e se imunizou, com as duas doses de Coronavac, é o ator Tarcísio Meira. Porém, como já explicamos aqui no MonitoR7, as vacinas não permitem evitar todas as mortes pelo novo coronavírus, mas sim reduzir muito a probabilidade de morte e complicações e aumentar a imunidade coletiva.

“Nenhuma vacina, incluindo a da Covid, dá 100% de proteção. Então, hoje, se a gente for pegar as pessoas que estão morrendo, 95% não foram vacinadas ou completamente imunizadas. A estatística hoje é de que apenas 3,7% das mortes são de pessoas vacinadas”, disse ao MonitoR7 o médico Munir Ayub, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia(SBI), ao comentar a morte de Tarcísio Meira.

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