Viúva de Erasmo Carlos alfineta parentes do cantor depois de velório: ‘Pessoas mórbidas’

Fernanda Passos divulgou longo texto nas redes sociais e não poupou críticas, dizendo que quer preservar o amado

Rio de Janeiro – Fernanda Passos, viúva do cantor Erasmo Carlos, voltou a desabafar nas redes sociais. Em um longo texto, ela não poupou críticas a parentes de Erasmo após o velório do cantor.

(Foto: Reprodução – Instagram)

“Vido, a gente não se poupava! O papo era direto, reto, constante. Ontem sofri, além da sua perda, a maior violência que jamais imaginei daqueles parentes que a gente sabia que apareceriam! Sua família éramos seus filhos, seus netos, suas noras, seus parceiros da estrada, seus médicos, a minha família que eu ensinei a te amar, e eu! Você sempre foi tão digno, tão maravilhoso, tão grandioso, tão respeitador!”, começou ela no Instagram.

Fernanda ainda elogiou a mãe do cantor e compositor, além de ter chamado alguns dos parentes dele de ‘pessoas mórbidas’: “Que baita orgulho da sua mãe! Olha o que ela fez sozinha! Uma mulher! Ela não tinha fragilidade, não? Olha esse filho! Meu bem, ninguém pode ser leviano assim comigo nesse momento. Já disse e repito: Dor não se compara, o buraco é escuro, frio, a queda é livre e não tem fundo. Eu descrevi para essas pessoas mórbidas que queriam um ingresso para te ver deitado o que eu vi e vivi você encarar brava e humildemente! A violência que foi esse acidente aos berros! Eu não queria que ninguém te visse, te tocasse, te encarasse assim!”.

Ela revelou que queria preservar o amado: “Mas eu deixei você me guiar e sua voz no meu ouvido: ‘Deixa pra lá, meu bem! Finge que não ouviu, eu quero viver em paz. Eu só quero paz.’ Que orgulho da sua sabedoria! Você soube se preservar e eu quero manter te preservando”.

Ao falar da diferença de altura entre eles, Fernanda escreveu que irá se esforçar para manter viva a memória do ícone da música brasileira: “Meus 1,62 eram incapazes de fazer o que eu gostaria pelos seus 1,86. Mas eu me muni das minhas armas e fui. Minhas armas eram o meu amor incondicional por você e a música. Uma guerra assistida e solitária! Daqui a pouco as pessoas vão retomar a vida, vão me esquecer e deixar de falar de você, mas eu vou continuar lutando”.

As cinzas de Erasmo Carlos foram jogadas no mar e Fernanda também comentou sobre o assunto em sua reflexão: “Nenenhô! Você sentiu a brisa do mar? A água gelada bater e levar nossos nomes? Você tava aonde? Comigo? Em mim? Na varanda me olhando? Me sinaliza pra eu não morrer de desespero! Do palco você sempre queria saber onde eu estava sentada para olhar na minha direção. Eu tô desesperada, estou com medo de esquecer dos detalhes da gente, amoooor! Meu cérebro, há muito só funcionava para guardar o que era importante pra te cuidar e fazer feliz, e se eu não guardei na memória o que é realmente importante pra agora?”.

Confira uma das publicações de Fernanda abaixo:

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