Feminização facial: entenda a cirurgia que ajuda mulheres trans

Especialista explica como o procedimento funciona e ajuda mulheres trans a se sentirem ainda mais bonitas

São Paulo – De maneira geral, cirurgias plásticas podem trazer um impacto positivo na vida das pessoas por não só melhorar a autoestima e confiança das pacientes, mas também, seus relacionamentos sociais, profissionais e até mesmo sexuais. Para quem não sabe o que é o procedimento de feminização facial, ele começa com um tratamento não cirúrgico, como a utilização de hormônios femininos, depilação facial, corte de cabelo e formato de sobrancelhas.

(Foto: Reprodução / Internet)

“Cerca de um ano após esse primeiro tratamento a paciente já possui muitas características faciais femininas e já está pronta para a segunda etapa, que são as cirurgias de feminização facial”, explica o especialista e pioneiro na técnica de feminizaçãoThiago Marques Tenório

As cirurgias geralmente são múltiplas (várias áreas do rosto são operadas) e complexas, podendo levar até 10 a 12 horas. Apesar disso, o pré e pós operatórios são simples, não diferindo muito de outras cirurgias plásticas faciais, como um Lifting Facial, por exemplo, com inchaço e equimoses (roxo na pele), mas pouco dolorosas.

A cirurgia de feminização facial, além desses benefícios supracitados, torna a aparência compatível com o gênero ao qual a paciente se identifica. As pacientes se sentem mais seguras também, pois, após a cirurgia, os ataques transfóbicos tendem a diminuir muito ou mesmo desaparecer. E geralmente, o procedimento após os 18 anos. Mas, se a aturdição óssea for mais precoce, a cirurgia pode ser feita mais cedo.

“A ajuda na autoestima é variável, a depender da feminilidade facial antes da cirurgia e de sua expectativa com relação ao resultado cirúrgico. Via de regra, elas relatam como um renascimento, a oportunidade de ser por fora o que elas sempre foram por dentro, ver no espelho a mulher que elas sempre sentiram ser”, encerra.

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