Festival de Ópera do Amazonas 2024 é cancelado por falta de verba

O evento é tido como o maior festival do gênero da América Latina e atrai as atenções do mundo

Manaus – A 24ª edição do Festival de Ópera do Amazonas (FAO) de 2004 foi cancelada por falta de verbas. A confirmação foi anunciada pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), nesta segunda-feira (17). O evento é tido como o maior festival do gênero da América Latina e atrai as atenções do mundo da ópera do Brasil e do exterior.

(Foto: Alex Pazuello/Secom)

De acordo com a nota da secretaria, a medida foi necessária para “manter o equilíbrio orçamentário do governo e a manutenção de serviços prioritários”. O festival estava previsto para ser realizado entre 16 de abril e 26 de maio.

Eis a nota na íntegra da SEC: “A Secretaria de Cultura e Economia Criativa informa que o Festival Amazonas de Ópera (FAO) não será realizado em 2024, uma vez que o está em vigência, por tempo indeterminado, decreto redução de gastos, para manter o equilíbrio orçamentário do governo e manutenção de serviços prioritários.

Por entender que o equilíbrio fiscal é prioridade para os futuros avanços na administração pública do Amazonas, a secretaria buscou nos últimos meses a captação de recursos, junto à iniciativa privada, dentre outras possibilidades de parcerias que viabilizassem a produção do evento deste ano, porém sem conseguir chegar aos valores necessários”, diz o texto.

História
Criado pelo governo de Amazonino Mendes, o evento só teve duas edições interrompidas, nos anos de 2020 e 2021 motivado pela pandemia de Covid-19.
O festival foi a base para a criação dos Corpos Artísticos do Amazonas, formado pelo Corpo de Dança do Amazonas (CDA), o Coral do Amazonas e a Amazonas Filarmônica, inicialmente composta por músicos do leste europeu, em sua maioria.

Com uma base sólida desses corpos foi possível montar uma estrutura capaz de abrigar grandes espetáculos, sob a batuta do maestro Luiz Fernando Malheiro, além de Marcelo de Jesus como o ‘Anel do Nibelungo’, de Richard Wagner, pela primeira vez encenado no Brasil, entre muitas outras montagens inéditas.

Neste ano estavam programadas as óperas “Simon Boccanegra”, de Verdi, com o brasileiro Paulo Szot, que já havia se apresentado no FAO antes de vencer o ‘Tony’, o Oscar dos musicais da Broadway. Outro cancelamento é da montagem “Fedora”, de Giordano, além da reprise de “Alma”, de Cláudio Santoro e uma homenagem especial pelo centenário da morte do italiano Giacomo Puccini.

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