Homem lidera grupo de tricô que ajuda dependentes a saírem das drogas

Hoje em dia ele lidera um grupo de 10 homens que já tricotou mais de 200 gorros, todos doados a pessoas necessitadas

Manaus – O Autônomo Nelson Mendonça, de 41 anos, que lutou contra a dependência das drogas por mais de 20 anos, criou um grupo de tricô para se livrar da dependência química. O que ele não imaginava era que aquele trabalho, que alguns acham feminino, iria ajudar tanta gente com o mesmo problema.

Nelson Mendonça (Foto: Phoenix Society)

De acordo com Só Notícia Boa, Nelson teve a ideia enquanto estava preso, na Colúmbia Britânica, no Canadá, durante a pandemia de coronavírus. Ele aprendeu a tricotar dentro do presídio, num programa interno e declara que isso mudou para sempre sua vida.

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Ele começou fazendo gorros para sem-tetos. Depois de libertado da prisão em julho deste ano, Nelson ingressou na Phoenix Society, um centro integrado de serviços anti-dependência.

Grupo de tricô

Hoje em dia ele lidera um grupo de 10 homens que já tricotou mais de 200 gorros, todos doados a pessoas necessitadas.

“É a única coisa na minha vida onde não dá pra trapacear, manipular, cortar atalhos ou encontrar uma brecha. Mas você tem que seguir cada passo, um de cada vez, repetidamente. Parece uma coisa pequena, mas começar o tricô e terminá-lo, depois dá-lo a alguém, despertou em mim uma alegria que nunca senti antes em minha vida”, disse.

Exemplo

A iniciativa de Nelson Mendonça acabou inspirando outros detentos.

No grupo dele está Michael Prokopchuk, de 31 anos, que passou anos lutando contra o vício e tentou suicídio antes de se juntar ao grupo.

“Depois de quase quatro anos de dependência, era hora de mudar minha vida. Nosso grupo de tricô tem me ajudado a manter minha mente ocupada e me dando um senso de comunidade. Eu me conectei com todos em nosso grupo e aprendi algumas lições de vida compartilhando com o grupo durante meu tempo aqui”, disse Prokopchuk.

Recuperação

O tratamento intensivo tem duração de 90 dias. Após concluírem o programa, os integrantes da instituição têm a opção de permanecer no grupo por mais dois anos durante a recuperação.

Nelson Mendonça, ao terminar o programa, optou por ficar e conta que a cada novo integrante, o grupo se torna mais unido.

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