Homenagens e protestos marcam o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Diversidade de produções inscritas e descentralização das sessões de cinema fazem parte da 52ª edição do evento

Manaus – Após a cerimônia de abertura, na última sexta-feira (22), marcada por homenagens, mas também por protestos, o 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro segue durante toda esta semana com uma ampla programação que inclui a Mostra Competitiva e Mostra Brasília BRB de Cinema, assim como as mostras paralelas ‘Guerrilha’, ‘Território Brasil’, ‘Vozes’ e ‘Novos Realizadores’, além de sessões especiais de filmes que não estão competindo.

As atividades do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro serão realizadas até 1º de dezembro (Foto: Divulgação)

Toda a programação é marcada pela diversidade e descentralização das exibições dos filmes, que serão realizadas no Museu Nacional, no Cine Brasília e em escolas.

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Adão Cândido, alvo dos protestos que pediam a sua saída da pasta, destacou o trabalho realizado para manter o cinema brasileiro.

As críticas deram a tônica das produções e pontuaram as falas dos diretores e artistas, como de Sabrina Fidalgo, diretora do curta ‘Alfazema’. “O cinema é feito com paixão e garra. Hoje, temos um presidente miliciano, racista, homofóbico. Então, temos que lutar pela liberdade de expressão. Temos que querer e ter acesso a arte e a cultura. E, mesmo sem verbas, continuaremos fazendo cultura. É imprescindível que tenhamos direito a políticas públicas e a realização das obras”, comentou, lembrando que ‘Alfazema’ é sobre mulheres ‘boladas’, que foi feito com paixão e garra.

Sabrina Fidalgo participa do festival com o curta-metragem ‘Alfazema’ (Foto: Divulgação)

O ator Stepan Nercessian foi o homenageado do evento. “O cinema brasileiro é feito de candangos. Ser homenageado nesse festival é muito forte. O cinema resistiu e resiste”, disse.

Outras homenagens

O maestro Claudio Santoro, que faria 100 anos em 2019, teve sua obra celebrada, assim como a cineasta Débora Diniz, que se mudou do País, por conta das ameaças por seu trabalho em defesa da descriminalização do aborto.

O 52º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro segue até o dia 1° de dezembro, com exibições de longas e curtas-metragens e também debates sobre os filmes, com diretores, atores e produtores. Durante o encerramento, serão realizadas as premiações das obras que se destacaram, com votos de jurados e do público.

Este ano, o Cine Brasília, o Museu Nacional e escolas recebem as sessões do festival (Foto: Divulgação)

*A jornalista viajou a convite da organização do evento.

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