Amazon e Nova Fronteira criam prêmio literário

Para concorrer, autores devem inscrever seus romances originais na plataforma de autopublicação da livraria

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

A ideia é descobrir novos talentos. Pode participar qualquer pessoa residente no Brasil que escreva em português. Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

São Paulo – Amazon e Nova Fronteira anunciaram o Prêmio Kindle de Literatura, para romances inéditos. O vencedor ganhará R$ 20 mil, além de um contrato com a editora carioca, casa de Mario de Andrade, Guimarães Rosa, entre outros.

Para se inscrever, é preciso publicar o romance no KDP, plataforma de autopublicação da Amazon. O prazo se inicia hoje, 1.º, e vai até 30/11. Os três finalistas serão conhecidos dia 9 de janeiro e o vencedor, em 17 de janeiro. A obra será lançada até o final do primeiro semestre. O anúncio foi feito por Ricardo Garrido, gerente-geral para aquisição de conteúdo Kindle, e Daniele Cajueiro, diretora editorial da Nova Fronteira.

Pode participar qualquer pessoa residente no Brasil que escreva em português. “O perfil de prêmios tende a trazer mais autores estreantes ou não consagrados. Nossa missão, aqui, é descobrir o novo grande romancista. Geralmente os consagrados já têm a sua editora”, diz Garrido. Mas todos são bem-vindos.

E podem ser inscritos romances dos mais variados gêneros – histórico, ficção científica, infantojuvenil, fantasia, etc.

“Agora também vamos poder ter um olhar para esta nova literatura, saber o que está sendo produzido nesse momento e o que pode virar um novo clássico no futuro”, comenta Cajueiro.

Entre os critérios de avaliação, está o desempenho da obra na plataforma, como venda, leitura e avaliação. Isso, para testar a viabilidade comercial da obra. Para tal, o autor terá de se engajar na divulgação de seu livro. Originalidade, criatividade e qualidade literária são outros critérios a serem analisados pela comissão formada pela equipe da Nova Fronteira e por escritores e críticos. O primeiro nome confirmado é o de Geraldo Carneiro.

Quem não chegar à final pode continuar no KDP e, quem sabe, chamar a atenção de outra editora. Além disso, a Audible, plataforma de audiolivro da Amazon que, conforme o Estado antecipou na sexta, 26, está chegando ao Brasil e ampliando o diminuto catálogo em português já existente no site americano, quer converter a obra vencedora e as finalistas para o formato.