Luta contra homofobia deve ser todos os dias

Dia Internacional de Combate à Homofobia foi comemorado na semana passada

Manaus – Viver é um direito de todo ser humano que nasce e tem como objetivo ser feliz da forma que é. Acontece que na sociedade em que vivemos – infelizmente – machista, homofóbita, racista e transfóbica, o simples ato de viver, para alguns, significa lutar.

Há muitos milênios que pessoas do mesmo sexo se relacionam, mas de uns tempos para cá, isso tomou uma proporção enorme a ponto de ser preciso criar o Dia Internacional de Combate à Homofobia, comemorado no último dia 17.

A data marca a retirada da homossexualidade da listagem de doenças reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Revellers participate in the Gay Pride parade along Paulista Avenue in Sao Paulo, Brazil, June 23, 2019. (Photo by Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Por conta dessa falta de respeito e fobia translúcida de homens ou mulheres que têm desejos reprimidos, de acordo com publicitário e ativista LGBT, Bruno Onp, de 28 anos, o Brasil registra uma morte de LGBT a cada 23 horas, sendo que pessoas transexuais são as que mais são assassinadas.

“Essa sociedade cis, heteronormativa que me julga pelo meu modo de vestir, que precisa mudar. Não é certo julgar uma pessoa quanto a sua maneira de vestir. Esse preconceito, discriminação e intolerância para com o meu corpo, com a minha identidade de gênero. Isso acontece pelo simples fato de eu não seguir um padrão. Não é um calção ou uma camisa que vão me fazer mais ou menos homem”, disse.

Sobre a importância da data, Bruno explica que gays, lésbicas e trans atravessam tempos sombrios desde Stonewall, que foi uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York em 28 de junho de 1969.

“Todo dia é um ato de resistir. Uma sociedade que mata LGBTs apenas pelo fato de amarmos uns aos outros, seja pelas questões de identidade sexual, de gênero, de identidade afetiva, enfim”.

Dados importantes

Dados de entidades do País dão conta de que a população LGBT no Brasil esteja estimada em 20 milhões, ou seja, cerca de 10% da população, sendo que representam menos de 1% dentro dos espaços legislativos municipais, estaduais ou federais.

Outro dado que chama atenção é que houve um aumento de 13% no número de mortes de pessoas trans durante a pandemia neste isolamento social. “Não é um dia de comemoração, mas um dia de reflexão para com todo o processo de exclusão e falta de oportunidades que as pessoas trans sofrem. Quando pensamos na população trans, precisamos entender que a nossa luta é para que a sociedade entenda que também somos seres-humanos”, disse a ativista trans Michele Pires.

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