Rinoplastia: médico explica evolução da cirurgia no nariz ao longo dos anos

Brasil é líder no ranking mundial de cirurgias plásticas, segundo dados do Isaps. Rinoplastia é a segunda mais realizada no País

Rio de Janeiro – Fazer uma cirurgia plástica é o sonho para muita gente. Desde uma pequena correção a uma grande mudança na aparência, o recurso médico permanece como um dos principais desejos de consumo do século 21, sobretudo para os brasileiros. Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), de 2020, revelam que o Brasil ocupa a primeira posição quando o assunto é cirurgia plástica.

Quando o assunto é o tipo de procedimento, os dados mostram que a rinoplastia (cirurgia no nariz) está em segundo lugar no ranking das cirurgias plásticas realizadas no País, atrás apenas da blefaroplastia (cirurgia das pálpebras).

O otorrinolaringologista e especialista em rinoplastia Edson Freitas atribui a procura por esse tipo de cirurgia à evolução dos procedimentos médicos atuais. “A tecnologia tem avançado muito quando o assunto é cirurgia plástica. Hoje, é possível fazer um procedimento desse tipo com menos riscos e impactos para o paciente, graças a técnicas minimamente invasivas e com alta capacidade de recuperação”, afirmou.

A rinoplastia (cirurgia no nariz) está em segundo lugar no ranking das cirurgias plásticas realizadas no País (Foto: Divulgação / MF Press Global)

De acordo com dados do Google Trend, a procura no site pelo termo rinoplastia aumentou 4800% na pandemia na comparação com período anterior. Bem como “harmonização facial”, que se tornou popular entre celebridades, segundo a plataforma de busca, que teve aumento de quase 70% logo no começo do isolamento social.

Para o especialista, os dois procedimentos também têm relação com o avanço tecnológico e a capacidade de fazer as cirurgias mais personalizadas para cada pessoa.

“Nas décadas de 1990, 2000, a rinoplastia era quase um procedimento padrão: todo mundo que fazia ficava com a aparência semelhante, com nariz fino e pontudo para cima. Hoje, ao contrário daquela época, priorizamos a proporção facial, avaliamos todo o rosto e buscamos harmonizar todas as partes”, explicou. “Mas vale lembrar que a rinoplastia não é meramente estética. Ela é indicada para pessoas com desvio de septo, por exemplo, que têm dificuldades para respirar normalmente pelas duas narinas e precisam fazer a correção”, finalizou.

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