Transplante capilar: como funciona e quais os cuidados para o sucesso do procedimento

A técnica consiste em implantar unidades foliculares retiradas de uma área doadora do próprio paciente e implantadas na área calva

Rio de Janeiro – O transplante capilar é um procedimento muito procurado por homens, mas que pode também ser realizado em mulheres. A técnica consiste em implantar unidades foliculares, chamadas de microenxertos, que são retiradas de uma área doadora do próprio paciente e implantadas na área calva.

Essas unidades foliculares são extraídas de áreas doadoras do paciente localizadas em áreas estratégicas, como as laterais do couro cabeludo, por exemplo. Esses folículos implantados, por serem extraídos de áreas que não carregam o código genético da calvície, não caem mais.

Segundo a médica dermatologista Daniela Lopes, a cirurgia dura em média nove horas para implantação de aproximadamente nove mil folículos. A especialista explicou ainda que existem duas técnicas principais de transplante capilar: a chamada FUE (Folicular Unit Extraction), que consiste na retirada de unidades foliculares individuais (transplante fio a fio) e a técnica FUT (Folicular Unit Transplantation), que é empregada por meio da extração de unidades foliculares a partir de uma faixa do couro cabeludo.

Após o transplante, alguns cuidados pós-operatórios são fundamentais para que a chamada “pega” aconteça.

O transplante capilar é um procedimento muito procurado por homens (Foto: Divulgação / MF Press Global)

Cuidados

A também médica Karine Mendes descreve alguns desses cuidados, que consistem em obedecer o repouso médico orientado, não retirar ou molhar o curativo, não tocar o couro cabeludo, evitar exposição solar, bem como evitar acessórios e atividades que favoreçam a transpiração, evitando, inclusive, o uso de bonés durante os primeiros dias do pós-transplante.

Além disso, é fundamental fazer o uso correto das medicações prescritas e se atentar aos cuidados de lavagem dos cabelos conforme a liberação e a orientação médica.

“Geralmente a lavagem no primeiro dia pós-operatório é realizada na clínica ou consultório do médico responsável pelo procedimento, por um profissional de apoio habilitado para isso. Nessa lavagem, iniciamos, também, a hidratação dos fios com borrifação de soro fisiológico por um intervalo de cinco dias. Após esse período o paciente é liberado para lavagem capilar em dias alternados com espuma de sabonete antisséptico, evitando colocar a cabeça debaixo do chuveiro. O ideal é usar um pulverizador para amenizar o impacto da água, com muita cautela também na hora de secar o local do implante. Os cuidados mudam em cada período e a evolução é avaliada semanalmente”, explicaram as médicas Karina e Daniela.

De acordo com a cientista e especialista em cosmetologia avançada Jackeline Alecrim, os cuidados com o pós-transplante envolvem evitar a utilização de cosméticos inadequados, principalmente no período do pós-operatório imediato e recente, pois esses cuidados são determinantes para a recuperação e tem total impacto na obtenção de um bom resultado.

A cientista explicou que, entre o terceiro e sétimo dia pós-implante, é importante que a higienização seja realizada de forma mais atenciosa, para evitar a proliferação de fungos e de bactérias, mas que a sutileza e os cuidados devem ser mantidos, para não afetar negativamente a área implantada.

“Shampoo neutros ou com finalidade terapêutica específica para o couro cabeludo podem ser usados a partir de 72 horas do procedimento e podem contribuir para que as novas unidades implantadas recebam o fluxo sanguíneo adequando e estímulos fisiológicos que continuam para o sucesso do procedimento. Ressalto, ainda, que o paciente deve sempre seguir a orientação rigorosa do médico responsável pela realização do procedimento. Outra dica é não utilizar gel, pomada ou qualquer cosmético comum até que a ferida cirúrgica cicatrize completamente. O ideal é priorizar o uso de dermocosméticos cientificamente elaborados para a região do couro cabeludo. Por isso, evite uso de produtos com parafina e outros componentes que possam sobrecarregar e obstruir o couro cabeludo neste período”, finalizou Alecrim.

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