Mova-se anuncia escolhidos deste ano

Marcada para o intervalo de 13 a 17 de setembro, em Manaus, nona edição do evento reunirá espetáculos de várias regiões do Brasil. Programação completa será anunciada em breve

Manaus- O festival de dança Mova-se – Solos, Duos e Trios chega ao seu nono ano com motivos de sobra para comemorar. Além de ter se consolidado como uma das grandes mostras do segmento, no Brasil, o festival bateu o seu recorde de inscrições, em 2018. Ao todo, 72 espetáculos — divididos em três categorias — participaram da seletiva para compor a programação desta edição, que acontece entre os dias 13 e 17 de setembro, em diversos espaços culturais de Manaus.

‘Isto Não É Dança’ é um dos espetáculos locais que marca presença no Mova-se. (Foto: Divulgação)

Do número total de inscritos, 14 trabalhos foram selecionados (de várias regiões do País). Na categoria Mostra Universitária, apresentarão-se: ‘Livre Ser’ e ‘Meio do Céu’, do Amazonas; e ‘Queda da Própria Altura’, de Minas Gerais. Em Intervenção Urbana, os escolhidos foram: ‘Balé Negro’ e ‘Persomatizar’, do Amazonas; ‘Contato Sonoro’, de Pernambuco; ‘Manifestação Poética entre Elas’, de São Paulo; e ‘Falta de Ar’, de Minas Gerais.

Completam o line-up, na categoria Espetáculos: ‘Isto Não É Dança’, do Amazonas; ‘A Fiadeira’, do Rio de Janeiro; ‘Gente de Lá’, do Ceará; ‘Salão’, da Bahia; ‘Enchente’, de Pernambuco; e ‘Urrou’, de São Paulo. A curadoria do ‘Mova-se’ trabalha, agora, na escolha da montagem que abrirá a edição deste ano do festival. A intenção é que o selecionado seja de uma companhia nacional. A programação completa será divulgada em breve.

“Uma coisa bacana que aconteceu, neste ano, é que pulverizou a procura. Antigamente, recebíamos trabalhos, principalmente, da Região Sudeste. Neste ano, os inscritos vieram de todos os extremos do Brasil. O festival ganhou uma repercussão maior, em âmbito nacional”, destacou o diretor-geral da mostra, João Fernandes.

De acordo com ele, toda a procura pelo Mova-se é justificada, entre outros motivos, pelo profissionalismo do evento. “A responsabilidade e a organização da mostra chegam a esses lugares. Todos os artistas que já participaram voltam as suas cidades falando muito bem dela e da receptividade do público manauara”, explicou o diretor-geral. “Todo mundo quer vir (para cá). O Norte se tornou um palco em que todos os artistas brasileiros querem estar”.

O formato do festival, também, é um fator importante para a sua longevidade, aposta João. “O Mova-se possui um formato interessante, pois engloba do clássico ao alternativo, além de ocupar diversos espaços culturais da cidade. É um evento que dialoga com diversos espetáculos”, reforçou.

Junto à mostra tradicional, o festival conta, ainda, com a competição de b-boys. A batalha acontece, durante toda a programação, em uma arena montada no Largo São Sebastião (Centro de Manaus). Assim como o seu evento principal, a disputa recebe dançarinos de diversos Estados brasileiros. “Hoje, a mostra conseguiu consolidar um público, o que é muito bacana. Todo ano, as pessoas já deixam o Mova-se marcado para o mês de setembro, em seus calendários”, encerrou o diretor-geral.

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