Banda Sensation+ comemora dois anos em Manaus

O grupo, formado em 2015, conta com um repertório repleto de músicas autorias e em inglês, francês, espanhol e, claro, português

Manus – Criada em 2015, a banda Sensation+ é composta unicamente por haitianos que moram em Manaus e comemora seu segundo aniversário. A ideia de criar o grupo surgiu com a vontade de preservar e apresentar a cultura haitiana por meio da música. Formada por sete integrantes, a Sensation+ tem como base os ritmos reggaeton, zumba, reggae, zouk e kompa, o ritmo haitiano.

Tudo começou com o nosso amor pela música e porque vimos uma certa necessidade em criar a banda (Foto: Raquel Miranda )

“Nós sempre fomos amigos e a ideia surgiu em conjunto. Tudo começou com o nosso amor pela música e porque vimos uma certa necessidade em criar a banda. Além de apresentar a nossa cultura aos manauaras, queremos também alcançar os haitianos que vivem aqui”, disse o vocalista da banda, Erick Joseph.

Com músicas autorais e interpretações de vários artistas, a banda canta, ainda, em cinco idiomas, como o crioulo, sua língua nativa. Músicas em francês, inglês, espanhol e português, também fazem parte do repertório.

“Fazemos interpretações de músicas de artistas haitianos, mas também cantamos músicas de artistas internacionais. Já pegamos uma música sertaneja e transformamos em reggaeton. Somos bem ecléticos, tocamos os ritmos latinos”, ressaltou Erick.

A banda costuma tocar em alguns lugares da cidade, como o Clube Municipal e a quadra da Igreja de São Geraldo. O grupo também já chegou a se apresentar no Ianduba e em Manacapuru, e, segundo o vocalista, já surgiram convites para tocar fora de Manaus. “Já apareceram pessoas interessadas no nosso trabalho que nos chamaram para tocar em São Paulo e até mesmo no Chile. Por enquanto, só propostas mesmo”, afirmou.

O vocalista contou, ainda, que a recepção do público é muito boa. “O público interage muito. Recebemos muito apoio, muitos manauaras acompanham o nosso trabalho”, contou Erick.

Erick Joseph, 26, chegou a Manaus em 2011 e hoje trabalha como administrador. Ele contou que, por enquanto, a banda ainda é uma atividade extra, mas, futuramente, caso façam sucesso, pode ser a sua fonte de renda. “Por enquanto, ainda não vejo a banda como uma fonte de renda, ainda é uma atividade extra. Se um dia fizermos sucesso, pode ser que seja minha única atividade”, contou.