Sony lança álbuns de Chico Buarque

Sony Music celebra 75 anos de Chico Buarque e lança, nas plataformas de streaming, 17 álbuns do artista

São Paulo – Chico Buarque ganhou o mais importante reconhecimento literário da língua portuguesa, o Prêmio Camões, evidentemente pelo conjunto de sua obra como compositor, dramaturgo e romancista. Poderia, no entanto, ter sido apenas pela estrofe, seis geniais redondilhas da toada que dá título ao álbum ‘Paratodos’, de 1993, um dos nove discos de sua carreira gravados entre os anos de 1987 e 2001, que a Sony Music Brasil disponibiliza pela primeira vez nas plataformas digitais de streaming, desde dia 21 de junho, dois dias após seu aniversário de 75 anos.

‘Para Todos’ estará nas plataformas digitais (Foto: Divulgação)

De ‘Francisco’ (1987) a ‘Cambaio’ (2001), os nove álbuns, além de oito coletâneas que também serão relançadas digitalmente, representam a inestimável discografia de Chico na antiga gravadora BMG, hoje no catálogo da Sony.

Para a ocasião, a Sony preparou também, sempre no universo digital, uma página interativa exclusiva, uma sala virtual sobre o mar do Rio, em que a cada clique do visitante, ele fica sabendo mais sobre toda a carreira do Chico, especialmente pela fase e por cada disco deste relançamento.

Álbuns

‘Choro bandido’, do musical de teatro em parceria com Edu Lobo ‘Corsário do rei’, de versos como ‘Mesmo que você fuja de mim/Por labirintos e alçapões/Saiba que os poetas como os cegos/Podem ver na escuridão’; ou, também com Edu, ‘Sobre todas as coisas’, do balé ‘O grande circo místico’, impressionante conversa com Deus, ou consigo mesmo, um solilóquio em forma de canção; e ainda ‘Piano na Mangueira’, com Tom Jobim, que descreve de forma poética a homenagem da escola de samba ao parceiro, transformado em enredo.

Fase BMG

A fase BMG começara alguns anos antes, com ‘Francisco’, em 1987. Então há três anos sem gravar um disco seu de carreira depois do sucesso de ‘Vai passar’, e inteiramente dedicado a trilhas de cinema e scores de teatro, Chico entra em estúdio com algumas canções desses trabalhos, como a singela valsa ‘As minhas meninas’ e o ‘Bancarrota blues’ (em parceria com Edu Lobo).

Com o novo parceiro, e seu arranjador já há alguns anos Cristóvão Bastos, ele apresenta mais uma canção de amor que seria um clássico da música brasileira, ‘Todo sentimento’.

E inaugura outras parcerias, com Vinicius Cantuária (‘Ludo real’) e João Donato (‘Cadê você?’), além de apresentar um samba sincopado inspiradíssimo sobre a condição do artista brasileiro, ‘Cantando no toró’ (‘Sambando na lama de sapato branco, glorioso/O grande artista tem que dar o tom…’).

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