No carnaval, 40% vão evitar ‘beijação’, diz pequisa

Dos mil entrevistados, todos entre 18 e 45 anos, 60% pretendem mudar o comportamento nas festas do feriado, mesmo se uma vacina já estiver em circulação

Manaus – A pandemia do novo coronavírus teve diversos efeitos no Brasil, e um deles foi a possibilidade de adiar uma das maiores festas do País em 2021: o carnaval. Ainda sem uma data concreta para a liberação de uma vacina e com a necessidade de distanciamento social, não se sabe exatamente como ocorrerá o carnaval no próximo ano.

Para entender de que forma a pandemia mudou os hábitos da população pensando em um evento repleto de contato físico e aglomeração, foi realizada uma pesquisa com moradores das cidades de Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Olinda, São Paulo e Belo Horizonte, conhecidas pelas celebrações no feriado do carnaval.

Quase 50% vão dar preferência às festas menores (Foto: Tania Rêgo/ABr)

Dos mil entrevistados, todos entre 18 e 45 anos, 60% pretendem mudar o comportamento nas festas do feriado, mesmo se uma vacina já estiver em circulação. Além disso, 67% são a favor do cancelamento do carnaval 2021, e 31% afirmaram que só participarão da folia se uma vacina já estiver disponível.

Pensando no comportamento do público nas celebrações, 68% dos entrevistados disseram que estão mais exigentes com as condições de higiene nos eventos, e 49% darão preferência para festas menores, com 38% pretendendo evitar os tradicionais blocos de carnaval e aglomerações.

Ainda sobre as mudanças de hábito, 40% dos entrevistados afirmaram que pretendem evitar carinhos e beijos de desconhecidos. Já sobre o adiamento do carnaval, já anunciado em São Paulo, Rio de Janeiro e possívelmente em outros Estados, 50% disseram que não pretendem comemorar, mesmo em uma nova data.

A pesquisa foi encomendada pela agência de marketing Estalo, que trabalha há mais de dez anos com carnaval de rua, e realizada pela empresa Mindminers entre 4 e 10 de agosto.

Rio

No último dia 25, presidente da Associação Independente de Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade do Rio de Janeiro (Sebastiana), Rita Fernandes, que o Fórum Carioca de Blocos, formado pelas principais ligas, decidiu que o carnaval de rua em 2021 está adiado enquanto não houver uma vacina contra a Covid-19 e a imunização da população.

Segundo a presidente da Sebastiana, que reúne 11 entre os mais tradicionais blocos do Rio, o anúncio da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) de adiar os desfiles das escolas de samba do grupo especial, que aconteceriam em fevereiro de 2021, é “super pertinente”.

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