‘Obras de arte’ comestíveis assinadas por Roberta Oda

Itacoatiarense formada em Paris conquista clientes em Manaus com bolos e doces de encher os olhos, e também o paladar

Manaus – Simplicidade, conhecimento, criatividade, comprometimento e dedicação são algumas das palavras que se fazem presentes na ‘receita perfeita’, por assim dizer, da confeiteira Roberta Oda (@robertaoda, no Instagram), formada na École Ferrandi, em Paris, que vem conquistando clientes em Manaus com verdadeiras obras de arte açucaradas.

Roberta Oda produz verdadeiras obras de arte açúcaradas (Foto: Yago Frota/GDC)

Nascida em Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus), Roberta é formada em Odontologia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mas foi na confeitaria que encontrou seu verdadeiro amor. “A paixão por cozinhar sempre existiu, mas pelos doces foi no final da faculdade, quando comecei a fazer receitas do site ‘Moldando Afeto’, do Gui Poulain”, conta ela.

Aliás, foi nesse site em que ela descobriu a École Ferrandi, sua escola, como faz questão de salientar. “Passei oito meses em Paris entre o curso e o estágio em confeitaria. Minha maior lição foi, com certeza, aprender a valorizar o que temos aqui. Não existe nenhum lugar como nosso País”, comenta Roberta.

(Foto: Yago Frota/GDC)

Ainda na faculdade, ela tentou conciliar a arte da confeitaria com a Odontologia – com que chegou a trabalhar por 2 anos –, mas percebeu que sua paixão, de fato, eram os doces. “Sempre tive em mente que queria fazer algo que me fizesse feliz. Comecei a conciliar as duas coisas, mas quando vi que poderia dar certo com meus doces, mergulhei de cabeça, larguei tudo e fui fazer esse curso, que sempre foi meu sonho”.

Porém, engana-se quem pensa que passado o período de aprendizado, a confeiteira desembarcou direto em Manaus. Muito pelo contrário! Ela voltou às suas origens e fez de Itacoatiara seu laboratório ‘particular’. “O plano de vir para Manaus sempre existiu, mas precisava ver o que funcionava. Fiquei feliz por meus doces de inspiração francesa funcionarem tão bem lá”.

Receptividade

Há quase um mês na capital, Roberta revela que a receptividade está sendo a melhor possível. “É muito bacana encontrar gente que eu só falava pelo Instagram. Estou recebendo feedbacks ótimos e aprendendo com as críticas construtivas que fazem parte também. Acredito que tenha espaço para todo mundo, mas é preciso buscar o diferencial. O público está cada vez mais exigente”, afirma.

Entre os desafios enfrentados pela ‘alquimista’, está a padronagem na produção, no que diz respeito as matérias-primas utilizadas em suas criações, mas, se depender da técnica, que ela descreve como “simples”, seus bolos continuarão conquistando a cidade. “Procuro aliar sabor e criatividade. Quero que meus doces provoquem emoção nos clientes, tanto no visual, quanto na degustação”.

Sem pensar muito no futuro – prefere aproveitar o atual sonho realizado –, Roberta destaca que segue se inspirando em nomes como Philipe Conticini, chef francês especialista na construção de sabores, e Giana Coró, da Bloom Gâteau, de Curitiba (PR).

“Hoje em dia criar algo do zero é muito raro, sempre existe alguém que já fez aquilo. O bacana é fazer uma releitura de trabalhos que você gosta, nunca tentar copiar exatamente igual. Brinco que o processo criativo não existe, a inspiração vem na hora que vou confeitar o bolo”, finaliza. E, sem dúvida, além do proporcionar sabores memoráveis, confeitar é um dos seus grandes potenciais. As imagens falam por si só.

Anúncio