‘Olhar do Norte’ inicia no dia 5 de dezembro

Evento de cinema com mostra de curtas locais e da região, será realizado de maneira online. Esta edição contará com duas mostras de curtas-metragens e exibirá longas convidados

Manaus – Em parceria com o site Cine Set e com a Videocamp, o 3º Olhar do Norte acontecerá de 5 a 7 de dezembro, com toda a sua programação disponibilizada de maneira gratuita e online.

Neste ano, o festival conta com duas mostras, que já estão definidas. A Mostra Norte, que é competitiva, e reúne curtas-metragens de toda a região que disputarão os prêmios a serem concedidos pelo júri formado por Ricardo Manjaro, Susy Freitas, Isabela Catão, Francisco Ricardo e Clemilson Farias.

Filme terá exibição do longa premiado, filmado em Manaus, ‘A Febre’ (Foto: Divulgação/Vitrine Filmes)

A novidade fica por conta da Mostra Olhar da Pandemia, com filmes realizados a partir de março de 2020, em que o contexto da pandemia da Covid-19 é abordado de maneira direta ou indireta.

Para Diego Bauer, um dos curadores do Olhar do Norte, a terceira edição tem potencial para ser a mais bem sucedida até aqui: “Conforme a gente vai realizando o festival, ano após ano, vamos entendendo melhor as possibilidades de fazer um evento como esse. Por conta das dificuldades que 2020 nos impôs, adiamos o festival até finalmente termos essa data em dezembro, e com isso pudemos acompanhar a realização online de alguns dos mais relevantes festivais de cinema do Brasil, e como a partir dessa proposta eles chegaram a ainda mais lugares”.

O Festival Olhar do Norte apresentará uma sessão inédita do longa-metragem ‘A Febre’, de Maya Da-rín, no dia 14 de novembro, às 20 horas, no Playarte do Manauara Shopping. A sessão será um evento de pré-lançamento do festival.

‘A Febre’, que foi gravado em Manaus, já recebeu 30 prêmios no momento e foi selecionado para mais de 50 festivais em todo o mundo. O longa estreou mundialmente no Festival de Locarno, na Suíça, conquistando três prêmios (Pardo de Melhor Ator, para Regis Myrupu, prêmio da crítica internacional Fipresci e o prêmio ‘Environment is Quality of Life’). No Festival de Biarritz (França) e no Festival de Pingyao (China) conquistou os prêmios de Melhor Filme. No Brasil o longa conquistou três prêmios no Festival do Rio 2019 (Melhor Direção, Prêmio Especial do Júri e Melhor Som) e no 52º Festival de Brasília conquistou cinco candangos (Melhor Longa-Metragem, Melhor Direção, Melhor Ator para Regis Myrupu, Melhor Som e Melhor Fotografia).

A trama narra a história de Justino, indígena Dessana que trabalha como vigilante em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Desde a morte da sua esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que está de partida para estudar medicina em Brasília. Justino é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho.

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