Projeto ‘Corpo em Voga’ está de volta, em segunda edição

Iniciativa é destinada a artistas profissionais, professores, estudantes, pesquisadores de artes cênicas e interessados em dialogar sobre arte

Manaus – Criado em janeiro de 2018 e premiado pelo edital 006 da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), o projeto Corpo em Voga, em sua segunda edição, discute a segregação artística regional, nacional, internacional e atual imagem política da arte no País, que vem sofrendo um desmonte desde ministérios a pequenos fomentos públicos. É com estas e outras propostas que Corpo em Voga volta com força total em 2020.

Fazem parte do Corpo em Voga quatro oficinas com pesquisas em dança e teatro gratuitas (Foto: Divulgação)

Destinado a artistas profissionais, semi profissionais, professores, estudantes, pesquisadores de artes cênicas de Manaus e interessados em dialogar sobre a arte e seu funcionamento sociopolítico cultural, o projeto busca mobilizar a classe artística em defesa da própria categoria, como explica o bailarino, produtor e pesquisador Rodrigo Vieira.

“Os artistas brasileiros vêm sofrendo há um bom tempo com a desvalorização de seu ofício. E se a arte defende a bandeira de um povo, fortalecendo o turismo e o quadro econômico de um território, por que ainda se questiona a importância dela?”, questiona Vieira, um dos artistas que encabeçam o projeto, num coletivo que une diálogos pensando sobre interatividade, conectividade, existência, política, arte e corpo.

A primeira edição do projeto aconteceu em janeiro de 2018, com a participação de artistas como Bárbara Albuquerque (DF), Isabelle Fernandes (SP), Adriana Barbosa (AM) e o próprio Rodrigo Vieira, cada um explorando uma vertente de pesquisa corporal. Porém, sem ajuda, o bailarino reconhece que os preços não ficaram tão acessíveis, mas neste ano será diferente.

“Este ano fomos contemplados pela Manauscult e estamos oferecendo quatro oficinas com pesquisas em dança e teatro gratuitas. Serão 20 vagas, entre participantes e ouvintes, em duas etapas”, explicou.

A primeira etapa começou segunda-feira (13) e vai até o dia 26, com Pammela Fernandes ministrando uma oficina de dança contemporânea, com foco no contato, corpo e solo. Além dela, Maurício de Oliveira ministrará a oficina ‘A Escrita do Corpo’, que finalizará os estudos com uma mostra no palco, dando oportunidade aos participantes e oferecendo ao público uma apresentação gratuita.

Novas oficinas

Ainda segundo Rodrigo Vieira, as pessoas que não foram selecionadas em nenhuma das quatro oficinas gratuitas, terão oportunidade de participar de um outro quadro desenvolvido pelo coletivo, que vai abrir espaço para oficinas com um valor acessível, o que além de agregar ao currículo dos participantes, também abre oportunidade de trabalho remunerado para os ministrantes.

Anúncio