‘Ritual’ convida à saída do cotidiano

Com lançamento nesta quinta-feira, 3, mostra do artista plástico amazonense Otoni Mesquita ficará disponível ao público até a próxima terça, 8, na galeria de artes do Icbeu Manaus

Manaus- Buscando uma nova interpretação e instigando o público por meio da arte, o artista plástico e jornalista Otoni Mesquita lança, hoje, sua exposição ‘Ritos: Para que possa imaginar’, na galeria de artes do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu) Manaus (Av. Joaquim Nabuco, Centro), às 19h. A visitação começa amanhã, 4, e vai até terça-feira, 8, das 15h às 20h (exceto sábado, 5, das 9h às 12h, e domingo, quando o instituto não abre).


Otoni já teve trabalhos expostos a nivel nacional e internacional. (Foto: Divulgação)

Questionado sobre o processo da exposição, o artista foi direto: “Uma vida”. Isso por que, segundo ele, o processo se deu ao longo de sua história. “Há 40 anos, eu desenvolvo coisas que eu vivo, pintando”, disse Otoni, que teve sua primeira exposição, em 1975.

‘Ritual’ também remete à essas e outras exposições de anos anteriores, realizadas por ele. “É quase tudo pintura, mas o objetivo é chamar a atenção. Arte não é realidade, é reconstrução, e não tem que ter lógica: é imaginação. Pintura é criatividade”, explica.

A exposição é composta de vários painéis sob tecido, pinturas, telas sequenciadas além de estudos em trabalhos antigos. “Não sigo tendências e estilos. Sou egocêntrico. Estou mais preocupado em seguir minha intuição do que as tendências do mundo”, revela.

“Espero que as pessoas gostem. Gostaria que tivesse um vínculo afetivo, pois não requer leituras profundas. Espero interpretações porque tem muito pano ‘pra manga’. Do meu ponto de vista, é uma tentativa de instigar e estimular a imaginação”, comentou.

Com cerca de 40 peças na exposição, ele revela, ainda, sua ‘implicância’ com números. “Os números não são significativos. O importante são as obras do produto geral, no final. A pessoas podem lembrar do Egito, mas também dos índios. Não é nada consciente ou planejado, pois a arte é fantasia e não lembra o real. Não tem precisão ou comunicação objetiva: arte é comunicação subjetiva. O espectador pode interpretar de acordo com o seu próprio universo e de acordo com suas experiências. Em geral, vemos o que está dentro da gente. Penso que, na pintura, as pessoas podem vagar na sua própria imaginação”, salienta.

“Espero que sensibilize as pessoas. Eu fico querendo sempre um mundo melhor e a arte pode mudar o mundo”, finalizou Otoni.