Roteiristas do Amazonas preparam 1º longa

O projeto é uma realização da Artrupe e Duplofilme, e foi contemplado pelo Prêmio Feliciano Lana

Manaus – A dupla de diretores e roteiristas Diego Bauer e Ricardo Manjaro está em processo da escrita do seu primeiro longa-metragem, ‘Obeso Mórbido’. O filme é baseado na história real de Bauer, que era obeso mórbido e perdeu cerca de 48 quilos em dois anos, e mistura elementos de documentário e ficção.

O projeto encontra-se na fase de ajustes para a inscrição em festivais. (Foto: Divulgação)

A ideia já rendeu um curta-metragem de mesmo nome, protagonizado por Bauer, que teve estreia na 22ª Mostra de Tiradentes, circulou por 7 festivais, ganhando dois prêmios no Maranhão.

“Sempre esteve no horizonte a ideia de transformar em longa essas investigações que fizemos no curta. Eu e o Ricardo vemos no Obeso um trabalho que nos marcou muito como realizadores, e que indicava caminhos que nos deixavam confiantes para investir num longa-metragem. Retornar a essa história é uma forma de acessarmos algo que nos é pessoal, tendo isso como força para encarar o desafio do primeiro longa”, conta Diego Bauer, um dos roteiristas.

O projeto é uma realização da Artrupe e Duplofilme, e foi contemplado pelo Programa Cultura Criativa – 2020 – Prêmio Feliciano Lana. O filme se apropria da figura real de Bauer para apresentar o seu cotidiano após a perda de peso, apresentando o que mudou na vida do personagem, mas também o que permaneceu inalterado.

“Eu vejo que a minha mudança de peso sempre trouxe muita curiosidade para as pessoas, e muita gente me pergunta se tudo mudou na minha vida a partir dessa alteração. A resposta até pode ser sim, mas é claro que muita coisa permaneceu como estava, e muitas vezes não é fácil de entender até que ponto uma mudança tão abrupta como essa nos modifica. O filme é muito pautado nas relações que não mudaram, ou nas novas dúvidas que esse novo corpo traz”, explica Bauer.

O roteiro está no seu terceiro tratamento, e contou com a consultoria da diretora e roteirista Thais Fujinaga. “A Thais foi fundamental nesse processo. A gente sempre soube que este filme é um projeto muito masculino, pois é o ponto de vista de dois homens, e por isso termos uma profissional da qualidade da Thais nos trouxe uma segurança muito grande. As provocações que ela trouxe nos fizeram ir muito além do que o que estava escrito no argumento, modificando a trama do filme para algo muito mais interessante”, conclui.

O projeto encontra-se na fase de ajustes para a inscrição em festivais, editais e rodadas de negócio a serem realizadas a partir do segundo trimestre de 2022. Além das três versões do roteiro, o projeto já conta com um plano de financiamento.

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