Sabor amazônico em tacacaria

O exótico tacacá, iguaria apreciada na região, é encontrado na Tacacaria Parintins

Manaus – Vir ao Amazonas e conhecer o ‘Encontro das Águas’ ou o Teatro Amazonas é essencial, mas sair daqui e não experimentar os pratos típicos é quase um pecado. Uma das iguarias típicas, que é a cara do estado, é o exótico tacacá – espécie de sopa feita com tucupi (caldo extraído da mandioca), goma também da mandioca, camarões secos e folhas de jambu, planta que, em contato com a boca, provoca amortecimento – tomado na cuia, de preferência bem quente, mesmo com nosso calor senegalês.

Uma das iguarias típicas, que é a cara do estado, é o exótico tacacá (Foto: Divulgação)

Um dos lugares de referência na cidade para tomar a delícia é a Tacacaria Parintins (com quiosques localizado no Centro Social Urbano do P.10 e outro no Dom Pedro), onde podem ser encontradas as duas versões da iguaria: caldo ‘adocicado’, com cebola e cebolinha, que os parintinenses preferem e o azedinho, querido pelos manauaras.

Referência

Inaugurado há oito anos, o quiosque da Tacacaria Parintins, no C.S.U, vendia somente o tradicional tacacá. O espaço tornou-se, com o tempo, opção de muitos parintinenses, que encontram a versão da terrinha.

Com o número de clientes aumentando, as opções do menu seguiram na mesma proporção, porém a ideia sempre foi apostar nos sabores regionais.

Sabor amazônico

O local tem, como o próprio nome diz, o tacacá como carro-chefe, porém outros pratos foram sendo incorporados ao cardápio, pela proprietária Fabíola Araújo. “O menu foi elaborado pensando nas iguarias amazônicas”, explica.

A Tacacaria oferece o arroz de tacacá; o pato no tucupi; a farinha de camarão com banana frita; o ‘Encontro Amazônico’ ( montado com farinha do uarini, embebida no leite de coco, picadinho de tambaqui, banana frita e creme branco por cima e, para completar, batata palha) e a patinha de caranguejo. “São comidas que nossos clientes adoram”, diz, complementando também que boa parte dos ingredientes vem da cidade de Parintins, como o jambu, que é oriundo de agricultura familiar, livre de agrotóxicos, totalmente orgânico.

Fabíola também avalia, que o espaço tem diferenciais, que se tornaram referências para outros espaços. “Antes não existia o termo tacacaria, por exemplo, assim como uso de produtos sem agrotóxicos. Isso fez a diferença, assim como nossos sabores. Hoje, temos cliente fiéis que vêm aqui toda semana sem falta”, conclui.

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