Teatro da Vertigem apresenta última sessão gratuita do espetáculo \”O Filho\”

Com entrada gratuita, a peça é encenada no Les Artiste Café Teatro, no Centro, com acesso pela Rua Visconde de Mauá

Manaus – A turnê do Teatro da Vertigem por Manaus encerra nesta quarta-feira, 6, com a apresentação de duas sessões do espetáculo “O Filho”. Com entrada gratuita, a peça é encenada no Les Artiste Café Teatro, no Centro, com acesso pela Rua Visconde de Mauá. As sessões ocorrem às 18h e às 20h30.

As apresentações do grupo paulista tiveram início no domingo, 3. Essa é a primeira vez que o espetáculo é trazido para à cidade. A proposta do Teatro da Vertigem, segundo o ator Sérgio Pardal – que interpreta o personagem principal do espetáculo “O Filho” -, é proporcionar ao público presente uma imersão ao teatro com experiências intensas.

“Desde o momento que você entra no espaço você já vivencia uma experiência diferente. O espetáculo é algo marcante e intenso e traz uma reflexão sobre as relações da família contemporânea”, comenta Pardal.

E é exatamente isso que acontece. Abra mão daquela imagem onde as cadeiras estão enfileiradas e no palco suspenso os atores se apresentam distante do público. Nos espetáculos do Teatro da Vertigem os espectadores se acomodam dentro do cenário da peça e tornam-se parte dela. 

No espetáculo encenado em Manaus, por exemplo, o cenário é composto por objetos descartados pelas famílias em um velho galpão. Geladeiras, fogões, sofás, cadeiras mesas, objetos de escritório, camas, berços e outros móveis fazem parte do cenário. E no meio de tudo isso o público é acomodado para acompanhar a peça.

“Eu fiquei sentada no sofá e parecia que eu estava vendo uma cena cotidiana que se passa dentro das nossas casas. Eu no sofá e um integrante da família conversando ou discutindo. Sentada ali parecia que eu fazia parte daquela família e me senti envolvida”, comenta a universitária Maria Isabela, 26.

No espetáculo “O Filho” as frustrações e traumas de uma relação paterna conduzem a trama. A peça tem duração de 90 minutos e é inspirado em “Carta ao Pai”, obra da Kafta. A montagem brasileira atualiza o corrosivo acúmulo de frustração e raiva, fruto de uma vida miserável no campo dos afetos, retratando o universo da família e exprimindo o enfraquecimento de seus vínculos. O espetáculo expõe a trajetória e as relações de Bruno com seus pais, seus filhos e suas mulheres.