Acusado de morte que teria sido cometida por irmão gêmeo é absolvido em Manaus

O crime ocorreu no dia 24 de janeiro de 2010, na rua Castelo Branco, beco São vicente, bairro Compensa

Manaus- Erivan de Andrade Vidal, acusado de matar Toniel Carneiro Monteiro, foi absolvido pelo Conselho de Sentença da 1.ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, nesta quarta-feira (7). O crime ocorreu no dia 24 de janeiro de 2010, na rua Castelo Branco, beco São vicente, bairro Compensa, zona oeste da capital amazonense.

(Foto: PIXABAY)

O julgamento  foi presidido pela juíza de direito Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE) sendo representado pelo promotor de justiça Marcelo Sales Martins. O réu teve em sua defesa o defensor público Rafael Albuquerque Maia.

Durante o interrogatório o réu disse que não cometeu o crime, imputando o delito ao irmão gêmeo, Ivan de Andrade Vidal. A versão do réu foi confirmada por uma vizinha que prestou depoimento em plenário. Com a insuficiência de provas, o próprio promotor de justiça, Marcelo Sales Martins, pediu a absolvição do réu durante os trabalhos em plenário. O mesmo foi feito pelo defensor público Rafael Albuquerque Maia.

Erivan de Andrade Vidal foi apresentado para participar do julgamento desta quarta-feira pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap/AM), pois cumpre pena imposta pela justiça em outro processo, no qual foi condenado por tráfico de entorpecentes e posse de arma de fogo. Já o irmão dele, Ivan de Andrade Vidal, foi morto em 2014.

Sobre o crime

De acordo com o inquérito policial que originou a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE), o suspeito teria atentado contra a vida de Toniel desferindo golpes de faca. Toniel estava em plena via pública quando foi abordado pelo acusado e ainda tentou fugir buscando abrigo num bar próximo ao local. Após a agressão, o denunciado evadiu-se do local. O motivo do crime não chegou a ser esclarecido. Apesar de o crime ser datado de 24 de janeiro de 2010, a denúncia foi oferecida em 2014.

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