Corretor de imóveis é indiciado por estupro contra criança dentro de provador em Manaus

O crime ocorreu no provador de uma loja, situada em um shopping center na zona norte de Manaus

Manaus – Rogério Lindoso dos Passos, 31, foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma criança de 4 anos. O crime ocorreu no dia 2 de março deste ano, momento em que a vítima estava no provador de uma loja, situada em um shopping center na zona norte de Manaus. A polícia teve acesso a todas as imagens das câmeras de segurança na íntegra.

Rogério Lindoso dos Passos  (Foto: Divulgação/PC-AM)

De acordo com a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), a investigação em torno de caso aconteceu de forma cautelosa para não trazer graves consequências a vítima e o indiciado. A delegada explicou que diante das provas reunidas, dos depoimentos das partes envolvidas e das testemunhas, Rogério teria chamado a criança com gestos, para o provador masculino da loja, onde ele teria levantado a blusa da menina, e cometido o ato libidinoso tocando no corpo dela. Em vista que, esse ato libidinoso configura-se estupro de vulnerável.

“No mínimo ele praticou uma importunação sexual. Um ato libidinoso ou uma importunação sexual contra uma criança que é vulnerável é considerado estupro de vulnerável”, disse a delegada.

A polícia informou que o primeiro vídeo que ganhou repercussão foi divulgado pela genitora à uma emissora de TV, na ansiedade de identificar o indiciado. “Um relatório técnico mostrou que houve uma edição no primeiro vídeo divulgado onde o tempo da gravação foi adiantado”. Essa edição não tem nenhuma ligação com a Depca e com a polícia.

“No dia 21, o shopping cedeu às imagens da câmera de segurança. Em nenhum momento a polícia teve dúvida da identidade dele. Me parece que ele era um profissional reconhecido na área em que trabalhava e naquele dia tinha atendido clientes com a mesma roupa”, explicou.

A delegada Joyce também explicou que ficou demonstrado tanto no depoimento da criança, quanto no da mãe, que tudo que foi relatado é compatível com todos os fatos. Em especial, com as declarações prestadas pelo segurança que foi acionado, pela gerente da loja e pelo administrador do shopping. “Então não houve nenhuma incoerência no depoimento da denunciante, mas sim houve incoerência na defesa e no indiciado”, disse.

Não existem câmeras no interior da cabine do provador por constituir exagero e violação da intimidade das pessoas. De acordo com artigo 5º da Constituição federal, em seu inciso X, preceitua que são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

Rogério está preso temporariamente por 30 dias. A polícia informou que outras pessoas ainda serão ouvidas e ao fim será decidido pelo pedido de prorrogação da prisão temporária ou da conversão para prisão preventiva.

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