Líderes de rebelião em Tapauá vão ser transferidos para presídios na BR-174

A rebelião ocorreu, menos de 24 horas depois, da operação ‘Tapauara’, que resultou na prisão de dez pessoas

Manaus – Quatro detentos apontados como líderes da rebelião em Tapauá (distante 449 quilômetros de Manaus), serão transferidos para a capital, conforme informações do delegado-geral da Polícia Civil, Mariolino Brito. A rebelião ocorreu, menos de 24 horas depois, da operação ‘Tapauara’, que resultou na prisão de dez pessoas, entre elas, o prefeito do município, José Bezerra Guedes, o ‘Zezito’, (PMDB), envolvidos em um esquema que desviou cerca de 60 milhões de reais da cidade, conforme o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM).

Segundo o delegado-geral Mariolino Brito, o delegado Daniel Tulipa, foi deslocado para Tapauá, para fazer os procedimentos referente a rebelião (Foto: Yago Frota)

Os 16 detentos que mantiveram o guarda municipal Daniel Batalha, como refém, arrombaram o depósito da 64ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), do município, e pegaram uma metralhadora, oito terçados , além de oito coletes balísticos, segundo o coronel David Brandão, comandante-geral da Polícia Militar (PM).

Conforme Brandão, o guarda municipal foi feito refém, por volta de 12h30, quando servia alimentação para 16 presos de Justiça. A delegacia de Tapauá funciona também como presídio, e abrigava 22 presos, sendo 16 de Justiça, e seis provisórios. O município tem pouco mais de 19 mil habitantes, e não possui delegado de polícia.

Segundo o delegado-geral Mariolino Brito, o delegado Daniel Tulipa, foi deslocado para Tapauá, para fazer os procedimentos referente a rebelião, e que posteriormente, outro delegado deve ser enviado para comandar a 64ª DIP. “Nós estamos trabalhando para mobiliar esse municípios que tem problema da ausência de delegados”, comentou.

A delegacia é subordinada ao município de Labrea, e tem  um sargento PM, como comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar de Tapauá, conforme afirmou o comandante da PM, David Brandão. De acordo com David Brandão, o a metralhadora que estava com um dos detentos, estava sem munição, mas foi utilizada pelos presos, que ainda estavam em posse de oito terçados, um deles, no pescoço do guarda municipal Daniel Batalha. “Estavam reclamando da qualidade da alimentação, reclamaram também, do banho de sol, e gostariam da presença dos direitos humanos. Foram bem genéricos”, disse.

Clima tenso

No início da tarde de ontem, 11 policiais militares do Batalhão de Choque e da Companhia de Operações Especiais (COE), além de um delegado da PC, foram enviados ao município para conter a rebelião, mas os presos já haviam se rendido, liberado o guarda municipal refém, e entregado as armas.

Porém, o comandante da PM, David Brandão, disse que a tropa Especializada deve permanecer no município, por pelo menos, quatro dias, para garantir a ordem. De acordo com o delegado Mariolino Brito, os quatro detentos transferidos para a capital, e que não tiveram os nomes divulgados, devem seguir para presídios na BR-174, onde vão ficar à disposição da Justiça.

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