Namorada de empresário fuzilado em carro de luxo depõe à polícia

À polícia, mulher disse não saber se a vítima sofria ameaças

São Paulo – A namorada do empresário Luiz Cláudio Mazzuca Filho, de 35 anos, morto em um Porsche após ser alvo de 35 disparos de fuzil ao deixar a academia na noite de quinta-feira (29), em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, depôs à polícia e disse não saber se a vítima sofria ameaças. Na próxima semana, os pais da vítima serão ouvidos pela polícia.

(Foto: Reprodução / Record TV)

O empresário, que era proprietário de bares, oficinas mecânicas e revendas de carros importados na cidade, havia sido preso no ano passado por porte ilegal de armas, mas pagou fiança e foi liberado.

Mazzuca Filho tinha também registro de colecionador de armas, atirador e caçador (CAC). Nas redes sociais, ele reunia 103 mil seguidores e chegou a publicar fotos em que empunhava armas. Também postou imagens com artistas, modelos e duplas sertanejas.

O corpo dele foi sepultado na tarde de sexta-feira no cemitério Parque dos Girassóis, em Ribeirão. Entre outros familiares, ele deixou um filho de 12 anos. As empresas de Mazzuca Filho fecharam em sinal de luto e publicaram homenagens em redes sociais.

Câmeras registraram o momento em que um carro branco se aproximou e dois homens encapuzados e armados desceram e dispararam 35 vezes contra a vítima, que estava no carro preto. As imagens mostraram ainda que um dos atiradores retornou ao veículo, recarregou a arma e efetuou mais disparos.

A perícia encontrou uma pistola 9 mm no banco do passageiro do carro do empresário. A arma seria de Mazzuca Filho. Uma funcionária da academia, de 26 anos, acabou atingida por dois disparos e está internada. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Na noite de quinta, policiais civis e militares foram chamados para atender à ocorrência. Segundo testemunhas, os suspeitos passaram em um carro branco com o farol desligado duas vezes em frente à academia antes do crime.

Mazzuca Filho não teria tido tempo de pegar a arma para revidar. Um vídeo gravado pelo morador de um prédio vizinho ao local do crime mostrou o momento em que os disparos foram feitos.

A Polícia Civil investiga o caso e não descarta nenhuma possibilidade. Uma das suspeitas é que os homens sabiam que a vítima andava armada, e por isso levaram armamento de grande porte para a cena do crime.

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