Operação no AM mira desvios de fundos na Educação feito por servidores

Investigação apontaram uma rede de corrupção na Secretaria de Educação e Cultura de Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus)

Manacapuru – Na manhã de terça-feira (12), o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/CAO-CRIMO), mirou uma rede de corrupção na Secretaria de Educação e Cultura de Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus).

(Foto: Divulgação / Gaeco)

De acordo com o MPAM, o esquema criminoso era caracterizado por desvios de fundos do salário-educação para contas de servidores, familiares e terceiros. O esquema era comandado por altos funcionários da Secretaria, configurando uma grave malversação de recursos educacionais.

A segunda etapa da operação “Compadrio” contou com a parceria da 3ª Promotoria de Justiça de Manacapuru. O foco da Operação é investigar o desvio de verbas públicas destinadas aos Conselhos de Escolas e às Associações de Pais e Mestres das escolas municipais, em um contexto de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com o Coordenador do Gaeco, o Promotor de Justiça Igor Starling, está programada a execução de três mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, com suporte da Polícia Civil do Amazonas e informações técnicas fornecidas pela Controladoria Regional da União no estado.

Entre as medidas adicionais, destaca-se o bloqueio de bens dos investigados, que soma mais de quatro milhões de reais, e o afastamento de três servidores de suas funções na Secretaria de Educação e Cultura.

O nome da Operação, batizada de “Compadrio”, é uma alusão à prática de condutas que privilegiam amigos e/ou parentes que são favorecidos de maneira ilegal.

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