Policial Civil do AM que sofreu abuso na infância alerta pais e aponta cuidados

O escrivão da PC-AM, alerta e aponta cinco cuidados que devem ser tomados pelos pais ao descobrirem os abusos sexuais

Manaus – O Brasil recorda neste sábado (18), o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. No Amazonas, o Policial Civil (PC-AM), Mauro Gaudêncio, 44, que foi vítima de abuso sexual na infância, alerta os pais e aponta cinco cuidados que devem ser tomados ao descobrir o crime contra um filho.

(Foto: Reprodução Instagram @maurogaudencio)

Em vídeos compartilhados em sua rede social Instagram, o escrivão da PC-AM, alerta e aponta cinco cuidados que devem ser tomados pelos pais ao descobrirem os abusos contra seus próprios filhos. Ele ainda relata com detalhes como foi abusando.

“Eu sou um sobrevivente das feridas profundas que essa violência deixa em suas vítimas”, diz a legenda do vídeo.

Mauro descreve os momentos em que era abusado sexualmente, e orienta os pais nos cuidados que devem ser tomados ao receberam a notícia. Ele relata que dos 4 aos 6 anos de idade ia brincar em casa de amiguinhos e sem se dar conta do que estava acontecendo era colocado no colo.

“Lembro de muito pequeno ir brincar nas casa de amiguinhos e do nada estar sentado no colo de pessoas mais velhas e tendo meus órgãos sexuais sendo manipulados”

Posteriormente, aos 6 anos, Mauro relembra os episódios de abusos cometidos por um vizinho.

“Ele me aliciava oferecendo bombons, brinquedos. Ele era filho do dono da venda. Ele esperava o pai fechar a venda, me levava até o local, me colocava de bruços em cima de uma freezer, eu me lembro muito nitidamente dessa freezer”.

O escrivão esclarece que é muito importante que estes pais ao forem conversar com a criança, demonstrem afeto e acolhimento. Ele lembra nitidamente do desespero dos pais e da culpa que sentiam. Confira o vídeo no final da matéria. 

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil

Dezoito de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, data que remete ao assassinato de Araceli Cabrera Crespo que, aos 8 anos, foi violentada e morta.

O abuso se dá quando a criança ou o adolescente é usado para satisfação sexual, usando de carícias, manipulação de genitália, mama ou ânus, exploração sexual, voyeurismo, pornografia, exibicionismo, até o ato sexual, com ou sem penetração.

No Amazonas, foram notificados 9.035 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes entre 2019 e 2023. A análise epidemiológica destaca que a faixa etária mais afetada concentra-se entre 10 e 14 anos, abrangendo mais da metade dos casos notificados, 54,1%. O Boletim Epidemiológico da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Estado ressalta que 37,3% das vítimas estavam na “5ª à 8ª série incompleta”, em termos de escolaridade. Em relação aos locais de ocorrência, 80,5% dos casos de violência sexual ocorreram na residência, e menos da metade dos casos notificados (40,8%) foram encaminhados ao Conselho Tutelar.

“A gente tem todo tipo de denúncia, mas geralmente uma criança, quando ela denuncia, ela já está no seu limite. A maior parte das violências, perto de 70%, ocorrem em um ambiente intrafamiliar, e a escola é o principal ponto onde elas se sentem mais confiáveis para fazer esse tipo de denúncia”, destacou a secretária executiva dos Direitos da Criança e do Adolescente, Rosalina Lôbo.

Denúncias
Os canais de denúncias são o Disque 100, 180 e 190, e após as denúncias.

Veja vídeo:

 

 

Anúncio