Suposto índio é preso suspeito de matar mulher na noite de Natal

Jonas Malafaia de Oliveira, 36, diz ser indígena da etnia “Ticuna”. Ele confessou ter assassinado a mulher após briga entre o casal

Manaus – A Polícia Civil apresentou, na manhã desta quinta-feira (27), Jonas Malafaia de Oliveira, 36, que se diz indígena da etnia “Ticuna”, preso suspeito de matar a companheira dele, Raimunda Ferreira de Souza, 46, na madrugada do dia 25 de dezembro de 2018, noite de Natal, depois de uma briga entre o casal.

Apesar de se dizer indígena, o homem não apresentou, à polícia, nenhum Registro Administrativo de Nascimento de Indígena (Rani), que comprovasse a origem. O casal tinha um relacionamento “conturbado” e os dois moravam em casas separadas há dois anos. O crime aconteceu onde a mulher morava, uma quitinete na Avenida Brigadeiro Hilário Gurjão, também conhecida como “Rua do fuxico”, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus.

Jonas disse que marca no lado direito do pescoço é da facada de Raimunda (Foto: Yago Frota/GDC)

O corpo da mulher foi encontrado seminu em um quarto com, pelos menos, seis facadas. A mulher foi encontrada dois dias após vizinhos desconfiarem do sumiço repentino dela. O dono da quitinete decidiu abrir o imóvel e encontrou o corpo da mulher.

Segundo o delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Jonas confessou o crime. À polícia, o homem afirmou que o casal estava consumindo bebida alcoólica e que, de repente, começaram a brigar.

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Homem disse ser índio da etnia Ticuna (Foto: Yago Frota/GDC)

Ainda em depoimento à polícia, Jonas disse que a mulher esfaqueou o pescoço dele. “Ele alegou ter agido em legítima defesa”, afirmou o delegado. Durante entrevista coletiva à imprensa, na sede da DEHS, zona leste, Jonas confessou que matou Raimunda.

Após o crime, Jonas fugiu para Autazes (a 113 quilômetros a sudeste de Manaus). Ele estava em uma festa na comunidade Capivara, no município, quando moradores o reconheceram e acionaram a polícia. O homem foi preso, no domingo (23), levado à Manaus.

Segundo o delegado adjunto da DEHS, Charles Araújo, o homem fugiu para a comunidade, de acesso difícil no município. O delegado afirmou que Jonas disse que o local era a aldeia do povo Ticuna ao qual faz parte, segundo o homem.

“Ele afirma ser indígena, mas não sabemos se ele está usando disso para se beneficiar. Porém, não terá privilégio nenhum, visto que ele matou a companheira dele”, afirmou Charles.

Jonas foi indiciado por feminicídio e será encaminhado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), na zona rural da capital.

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