Suspeito na morte de instrutor de Jiu-Jitsu consolou viúva no velório da vítima

Quatro pessoas foram presas; A motivação do crime teria sido uma dívida no valor de r$ 300 mil que o suspeito tinha com a vítima

Manaus – Fabrício dos Santos Gonçalves, 42, suspeito de envolvimento no assassinato do instrutor de Jiu-Jitsu, James Nascimento Mota, 49, foi ao velório da vítima e consolou a viúva. A operação denominada Operação Iscariotes ainda prendeu Antônio Ricardo Gomes de Sá, 36, Carlos Inácio Ferreira de Souza, 35, e Kauã Iago Santos das Neves. O crime ocorreu no dia 8 de março deste ano, na rua 5 de Setembro, bairro São Raimundo, zona oeste da capital.

Antonio Ricardo; Carlos Inácio; Fabrício dos Santos e Kauã Iago (Foto: Divulgação PC-AM)

Segundo Laís Cavalcante, esposa de James, no dia do velório da vítima, Fabrício dos Santos chegou a consolar ela.

“Ele me consolou, ela foi lá me consolar, ele falou comigo, me abraçou e eu disse que tiraram o James da gente e eu não sei quem matou ele. E ele disse: Dona Lais não é o momento, mas vamos conversar”, declarou a esposa.

Laís ainda se disse surpresa com o envolvimento de Kauã Iago que seria aluno da vítima.

“Pra mim a surpresa foi envolvimento do aluno dele. Ele quem fez todo o trâmite. O James tinha ele como amigo, ajudava o que tinha ao alcance dele”

De acordo com Sheila Nascimento, irmã de James, ele começou uma sociedade com Fabrício e a família não sabia.

“Em junho do ano passado, meu irmão começou uma sociedade com esse Fabrício e até então a gente não sabia, eu vim saber quando a nossa neta nasceu, eu digo nossa porque eu crio a filha caçula dele [James], então é minha filha e a neta é minha e dele. Quando a gente veio da maternidade ele disse que o sócio ia dar um brinco, eu perguntei se ele ia comprar e ele disse que ele tinha duas lojas de ouro”.

A mulher ainda disse que no momento em que souberam da morte eles já desconfiaram de que seria Fabrício.

O grupo foi preso na durante Operação Iscariotes, que identificou uma rede criminosa por trás do delito, com mandantes, intermediadores, apoiadores logísticos e executor. A morte está relacionada ao comércio de ouro. Fabrício dos Santos seria sócio de James e a motivação do crime teria sido uma dívida no valor de r$ 300 mil que o suspeito tinha com a vítima.

James foi atingido por disparos de arma de fogo ao chegar à academia em que treinava.

Segundo informações de testemunhas, o instrutor estava dentro do veículo quando foi abordado por homens armados que desferiram disparos de arma de fogo contra ele. Segundo a família, a vítima estava na frente da academia em que trabalhava no momento do crime.

Investigações

Conforme a delegada Marília Campello, adjunta da Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestro (DEHS), as investigações revelaram que Fabrício foi o mandante do crime. Ele era sócio da vítima e dizia ser seu amigo.

“Fabrício, que trabalhava com ouro, devia cerca de R$ 300 mil a James. Foi verificado que Fabrício se comprometeu a pagar um valor diário de R$ 5 mil como lucro desse investimento para a vítima, algo que ele claramente não tinha como sustentar a longo prazo”.

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