A farra do ‘cara’ do governo

O assunto foi destaque nesta segunda-feira (11), no programa AMAZONAS DIÁRIO, do GDC, transmitido pela RECORD NEWS MANAUS na estreia do apresentador Renê Marcelo

Manaus – Apenas neste ano, Luís Fabian Barbosa, o ‘cara do governo’ Wilson Lima, o atual secretário de Articulação Política do governo do Estado firmou mais de R$ 400 milhões em contratos na pandemia quando comandou a Secretário de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc). Apuração do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) constatou que, apesar do alto investimento, o resultado não chegou para quem mais precisa.

O assunto foi destaque nesta segunda-feira (11), no programa AMAZONAS DIÁRIO, do GDC, transmitido pela RECORD NEWS MANAUS na estreia do apresentador Renê Marcelo.

Foto: Divulgação/Secom

Segundo informações apuradas pela reportagem, o governador Wilson Lima utiliza e apresenta o ex-secretário de Educação como o homem de confiança e Fabian controla tudo, até os eventos para promover a pessoa do governador com vistas a eleição do próximo ano.

Os gastos de Fabian na gestão da Seduc foram realizados para o pagamento de vários tipos de serviços e aquisição de materiais. Para se ter ideia do montante gasto pelo ex-secretário, um comparativo com as despesas de outras cidades, o município deTefé, que possui 60 mil habitantes tem uma receita anual de R$ 55 milhões.

‘O cara do governo’ conduziu contratos milionários no período em que esteve na pasta. Somente com alimentação durante a pandemia foram mais de R$ 26 milhões.

O programa Merenda em Casa, criado em abril de 2020, prometeu o fornecimento de cestas básicas durante a pandemia do com a promessa de atender mais de 400 mil estudantes da rede pública estadual de ensino em Manaus e nos municípios. Porém, foi encerrado seis meses após o início. Para os alunos, o kit veio uma única vez, ou no máximo, duas.

A farra na verba da educação levou também Luís Fabian a contratar, sem licitação, serviços da enciclopédia Barsa Digital ao custo de R$ 18,4 milhões aos cofres do Amazonas.

O acesso deveria ser feito de casa, com computador e internet por conta dos alunos. Pais afirmaram que os filhos nunca receberam senha de acesso ao sistema.

Outro gasto que chama atenção foram mais de R$ 33 milhões aplicados em cadeiras e instrumentos musicais para as escolas da rede estadual. Apesar do tempo hábil para a aplicação, já que as escolas estavam fechadas, o projeto ainda não está em prática.

Apenas neste ano, a gestão de Fabian na Seduc fez o pagamento de R$ 61 milhões a serviços de conservação e manutenção predial com as escolas fechadas na pandemia. No entanto, os valores milionários não refletem no dia a dia dos alunos das escolas do Estado.

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