Advogada é barrada em centro de detenção ao visitar cliente presa na operação Sangria

A advogada Gina Moraes foi visitar Alcineide Figueiredo Pinheiro, que possui dois cursos superiores, para saber as condições prisionais e levar roupas íntimas, mas logo na entrada teve o acesso negado pelo servidor que estava no local

Manaus – A advogada Gina Moraes, que teve a cliente Alcineide Figueiredo Pinheiro, chefe de compras da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), presa na manhã desta terça-feira (30) na operação Sangria, foi barrada na entrada do Centro de Detenção Provisória, no km 8 da BR-174, para onde foram levados todos os detidos envolvidos na operação.

A advogada Gina Moraes não pode falar com a cliente (Foto: Divulgação)

De acordo com a advogada, por volta das 15h30 ela foi visitar a cliente, que possui dois cursos superiores, para saber as condições prisionais e levar roupas íntimas, mas logo na entrada teve o acesso negado pelo servidor que estava no local. De acordo com a polícia, está proibida a entrada de advogados.

“A situação foi vexatória para todos. Isso é cerceamento de direito do preso e do advogado”, afirmou Gina Moraes. A viatura da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) foi acionada para checar a situação, mas também não conseguiu entrar.

A operação Sangria foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), na manhã desta terça-feira, em Manaus, e tem como alvo investigar a compra de respiradores pelo Governo do Amazonas, durante a pandemia da Covid-19. Oito prisões foram cumpridas, além de buscas e apreensões em 14 endereços ligados ao governador Wilson Lima.