AM-010: Dermilson Chagas diz que finalmente o MPE-AM cobra início das obras

O parlamentar ressaltou que há quase um ano vem denunciando as irregularidades que envolvem o contrato da obra de revitalização da rodovia

Manaus – O deputado estadual Dermilson Chagas (Republicanos) disse que é tardia a ação do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), que cobrou, na última segunda-feira (9), na Justiça, o início das obras de recuperação que garantam a trafegabilidade da rodovia AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara (a 176 quilômetros a leste de Manaus).

(Foto: Márcio Gleyson)

O MPE-AM ajuizou uma ação que inclui um pedido de tutela de urgência. A ação busca, ainda, a adoção de medidas que comprovem a efetividade do projeto de recapeamento e ampliação da estrada estadual. A via, como pode ser vista em vídeos e fotos, está intrafegável.

“É uma ação tardia do Ministério Público, porque deixou chegar ao estado em que está, de total precariedade, onde as pessoas não têm mais o direito de ir e vir. Isso poderia ter sido evitado meses atrás, quando eu fiz as denúncias, desde a operação de tapa-buracos que não houve e que custou 17 milhões de reais aos cofres públicos. Depois, eu denunciei a qualidade do serviço e o material que estava sendo jogado na estrada. Se o Ministério Público tivesse ouvido as denúncias da Assembleia Legislativa não chegaríamos nisso. Tínhamos evitados mortes, constrangimento e o grito de municípios que ficaram isolados: Itacoatiara, Silves e Itapiranga. Nós não ouviríamos tanta reclamação como estamos acompanhando agora. Mas, antes tarde do que nunca”, comentou o deputado Dermilson Chagas.

O parlamentar aproveitou e pediu que o Ministério Público se atente também aos gastos que estão sendo destinados à obra. O contrato de obras de reforma e ampliação da rodovia tem o valor global de R$ 366.051.861,42. Desse total, o Governo do Amazonas já pagou mais de R$ 32 milhões. Além disso, o Estado fez contrato com o Consórcio Bela Vista, formado pelas empresas Pontual Serviços de Locação e Construtora Ltda e C.D.C. Empreendimentos Ltda., para operações de tapa-buracos no valor de R$ 17,9 milhões, porém o serviço não foi executado.

“Eu espero que o governo não gaste mais dinheiro. Que essa obra não chegue em 500 milhões de reais. Eu espero que, agora que apareceu o sol, ele seja propositivo, ele cobre mais da empresa”, enfatizou o deputado Dermilson Chagas.

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