Anoreg-AM promove treinamento sobre Provimento que trata da lavagem de dinheiro

O evento acontece ao longo desta sexta-feira (28) e conta com palestras de Rafael Bezerra, do Coaf, e de Hércules Benício, tabelião da Anoreg/DF

Manaus – Um treinamento sobre o Provimento 88 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está sendo realizado, nesta sexta-feira (28), na capital do Estado, pela Associação dos Notários e Registradores do Amazonas (Anoreg-AM), no Quality Hotel, na Avenida Mário Ypiranga, bairro Adrianópolis, zona centro-sul. O evento têm como palestrantes o diretor de Supervisão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Rafael Bezerra e Hércules Benício, tabelião da Anoreg/DF.

O Provimento nº88 está em vigor desde o dia 3 de fevereiro deste ano e estabelece as obrigações, procedimentos e penalidades a que estão sujeitos notários e registradores no âmbito da informação, controle e prática de atos que envolvam a prevenção de crimes de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo.

“Essa inovação normativa fez com que nós tivéssemos a necessidade de qualificar os tabeliães amazonenses e os oficiais de registro, que são partícipes, agora, do sistema de proteção a lavagem de dinheiro e terrorismo. Então, é importante que eles tenham conhecimento prático da nova norma posta pelo CNJ, em conjunto com o Banco Central, para que no dia a dia nós atuemos da melhor forma possível”, disse o presidente da Anoreg-AM, Marcelo Lima Filho.

O diretor de Supervisão do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Rafael Bezerra (Foto: Divulgação)

Hércules Benício, afirmou que todos os cartórios devem qualificar as equipes para que os atendentes possam monitorar, selecionar operações suspeita e, assim, posteriormente, passar para alguém responsável analisar e repassar ao Coaf.

“Este Provimento impõe que notários e registradores qualificam muito bem as suas respectivas equipes, para quando houver uma operação suspeita de lavagem de dinheiro ou financiamento ao terrorismo, o cartório possa eventualmente reportar essa operação suspeita ao Coaf. É importante que notários e registrados possam contribuir com o país, para prevenir crimes tão graves”, acrescentou.

O diretor de supervisão do Coaf, Rafael Bezerra, disse que o objetivo principal do órgão é disseminar informações que permitam aos seguimentos exercerem o papel de colaborar com o sistema da forma mais eficiente possível, contribuindo com o país e com o mundo.

“Para que esse papel seja bem desempenhado, é preciso que os seguimentos compreendam bem as normas dos seus reguladores. Isso não é uma exclusividade brasileira. E essa não é uma exclusividade brasileira, é uma tendência mundial, diversos países se adiantaram nesse processo. Portanto, o Brasil também precisava se alinhar, porque os estudiosos perceberam que esse é um seguimento que atrai atenção das atividades ilícitas, daqueles que pretendem ocultar e dissimular os proveitos das suas atividades criminosas”, destacou.

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