Após números divulgados por Serafim, Estado resolve antecipar 13º salário

O parlamentar solicitou, nesta terça-feira (9), ao governo do Amazonas, que apresente a composição do saldo em caixa, superior a R$ 4 bilhões, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional

Manaus – Após o deputado Serafim Corrêa (PSB) ter divulgado saldo em caixa de R$ 4.117.262.531,27 no Estado, o governo do Amazonas resolveu antecipar a primeira parcela do 13º salário dos servidores para o fim de junho.

“Nesta segunda-feira (8), o mesmo governador que disse que não tinha dinheiro e iria atrasar a folha de pagamento, anunciou que vai pagar a metade do 13º salário. Ele vai pagar porque já tinha dinheiro guardado, como demonstrei anteriormente”, disse Serafim.

O parlamentar solicitou, nesta terça-feira (9), ao governo do Amazonas, por meio da base aliada na Amazonas na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que apresente a composição do saldo em caixa, superior a R$ 4 bilhões, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional, na última quinta-feira (4). Os recursos são referentes ao primeiro quadrimestre de 2020 e foram assinados por Wilson Lima (PSC).

 “Acompanhei muitas declarações do governo do Estado dizendo que não teria condições de pagar a folha do mês de maio, porque a arrecadação estava caindo. Mostrei que era exatamente o inverso. O acumulado de janeiro a maio tem um colchão de R$ 456 milhões. Mais do que isso, em 30 de abril, o Estado tinha em caixa mais de R$ 4 bilhões”, afirmou Serafim.

O líder do PSB na Casa Legislativa, que defende a transparência nas contas públicas, solicitou ao governo que apresente a composição do montante de R$ 4 bilhões e que o balanço seja compartilhado com os deputados.

“Solicito à liderança do governo que abra esses números. Qual a composição desses R$ 4 bilhões nas contas do governo? Quanto há de recursos livres? Quanto tem de Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica)?  A transparência vai fazer bem para todos. Vamos imaginar que seja meio a meio, ou seja, que haja 50% de recursos carimbados para obras e os outros 50% sejam recursos livres. Você tem aí R$ 2 bilhões para obras. Esse dinheiro tem que entrar na economia”, concluiu.

O deputado Serafim Corrêa (Foto: Divulgação)

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